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Família de menino morto por ‘Carreta da Alegria’ pede reparação de R$ 500 mil

Defesa afirma que os familiares são hipossuficientes e não receberam qualquer tipo de assistência por parte da empresa dona da carreta musical na época dos fatos. Empresa teria cometido irregularidade ao transitar pela avenida em que o acidente fatal ocorreu, na noite do último dia 16 de setembro
A Carreta da Alegria e o adolescente Marcos Henrique, morto em acidente com o veículo em setembro deste ano | Foto: Portal Debate Carajás
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MARABÁ (PA) — Pouco mais de dois meses depois do acidente que vitimou o adolescente Marcos Henrique dos Santos Ferreira, de 14 anos, um processo que corre em segredo de Justiça pede reparação de R$ 500 mil contra a ‘Carreta da Alegria’, que atropelou o ciclista durante o percurso pela Avenida Vale, no Bairro São Félix II, em Marabá, na noite de 16 de setembro último.

Advogado da família, Diego Adriano Freires conversou com a equipe de reportagem sobre os pontos altos do processo, que tramita na Comarca de Marabá. De acordo com o advogado, a família da vítima é hipossuficiente e, na época do fato, não teria sido assistida financeiramente pela empresa proprietária da carreta.

Ainda segundo o advogado, a Carreta da Alegria não possuía autorização do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU) para trafegar pela via em que o acidente ocorreu, no Bairro São Félix II, o que teria sido determinante para a morte de Marcos Henrique naquela noite. “Se a carreta não tivesse se deslocado ilegalmente e obedecido o alvará que foi concedido pelo órgão de trânsito, o acidente não teria ocorrido e nós não teríamos a vida de um garoto ceifada”, argumenta.

Dessa maneira, a família pede uma indenização a título de danos morais, calculada em R$ 500 mil, contra a Carreta da Alegria. “A vida de um ser humano é incalculável. Qualquer valor não pagaria a volta ao seio familiar de uma criança, que foi alvo de uma irregularidade de uma empresa que se instalou em Marabá e, no intento de arrecadar recursos, não cumpriu os limites impostos pelo departamento de trânsito”, sustenta Diego.

Na avaliação do advogado, o valor não trará a vítima de volta, mas pode amenizar a dor da perda para os familiares. “Talvez uma reparação cível possa dar condições para a família conviver com essa dor pelos próximos anos, mas a vida da criança seria o mais importante”.

O inquérito, conforme Diego Adriano, já foi concluído pela Polícia Civil, mas a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo do procedimento. O advogado revelou também que uma audiência de conciliação já está marcada entre a família da vítima e os diretores da empresa da Carreta da Alegria. Na avaliação do causídico, a empresa precisa ser punida em Marabá pelo que aconteceu, de modo a servir de exemplo e evitar acidentes semelhantes em outras localidades do País.

A Reportagem do Portal Debate Carajás não encontrou a defesa da empresa Carreta da Alegria para se posicionar sobre o caso.

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