Família de Dayse Dyana quer pena maior para Diógenes Samaritano

A vítima foi brutalmente assassinada na residência do casal, situada no bairro Parque dos Carajás, em Parauapebas. Dosimetria da pena não foi bem recebida pela família de Dayse, que deve recorrer da pena imposta ao feminicida confesso

Na noite desta terça-feira (20), durante o tribunal do júri em Belém, a Justiça do Pará condenou a 20 anos de prisão o agente de trânsito Diógenes dos Santos Samaritano, acusado de matar a esposa, Dayse Dyana Sousa e Silva, de 35 anos, em março de 2019. A vítima foi brutalmente assassinada na residência do casal, situada no bairro Parque dos Carajás, em Parauapebas, no sudeste do Pará.

No entanto, a pena imposta não foi bem recebida pela família de Dayse Dyana, que expressou seu descontentamento com a dosimetria da sentença judicial. Eles consideraram a pena de 20 anos como inadequada diante da gravidade do crime cometido por Diógenes ao tirar a vida da própria esposa.

Segundo o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), a pena base de 20 anos teve uma redução devido ao tempo em que o réu já está detido, resultando em pouco mais de 15 anos a serem cumpridos em regime inicial fechado. Além disso, a Justiça determinou a perda do cargo público de Diógenes, que atuava como servidor do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran).

Diante dessa insatisfação, a família de Dayse Dyana anunciou sua intenção de recorrer da decisão judicial, buscando um aumento da pena para o feminicida confesso Diógenes Samaritano. O processo de recurso será conduzido pelos advogados Joseane Loyola e Ricardo Moura, que buscarão uma revisão da sentença visando a uma punição mais condizente com a gravidade do crime e o sofrimento causado à família da vítima. (Portal Debate)

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