O governo dos Estados Unidos confirmou neste domingo (19) mais um ataque contra uma embarcação nas proximidades da costa venezuelana. Segundo o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, três pessoas morreram no bombardeio, realizado como parte da ofensiva militar que Washington conduz no mar do Caribe.
A ação é a quinta anunciada publicamente desde o início da campanha, que tem sido justificada pela Casa Branca como parte de um esforço para interromper rotas do narcotráfico que operam entre a América do Sul e os EUA. O governo do presidente Donald Trump, porém, vem enfrentando críticas internacionais, especialmente da Venezuela, que acusa Washington de utilizar o combate às drogas como pretexto para desestabilizar a região.
O presidente venezuelano Nicolás Maduro afirmou que os ataques representam “atos de agressão deliberada” e acusa os EUA de promover uma ofensiva militar com o objetivo de derrubar seu governo. Autoridades venezuelanas classificaram o bombardeio como “violação da soberania”.
De acordo com Hegseth, a embarcação atingida transportava “quantidades substanciais de narcóticos” e navegava por uma rota reconhecida por autoridades americanas como corredor do tráfico. O secretário também afirmou que o barco estava ligado ao Exército de Libertação Nacional (ELN), grupo guerrilheiro colombiano considerado organização terrorista pelos Estados Unidos.
Em declarações à imprensa, Hegseth comparou o ELN à Al-Qaeda, chamando-o de “a Al-Qaeda da América Latina”.
Com informações de g1.globo


