Em Marabá, professores da rede pública debatem desafios da educação indígena

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) promoveu nesta terça-feira, 30, uma formação para professores e coordenadores pedagógicos que atuam com esse público.
Créditos: Reprodução

Da educação infantil ao ensino de jovens e adultos, os indígenas estão presentes nas salas de aula de toda a rede pública de Marabá. A fim de contribuir com os processos de inclusão e acolhimento desses alunos nas escolas municipais, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) promoveu nesta terça-feira, 30, uma formação para professores e coordenadores pedagógicos que atuam com esse público.

A programação foi realizada no auditório da Escola Municipal José Mendonça Vergolino, na Marabá Pioneira, com a participação de duas indígenas doutoras na área: a antropóloga Rosani de Fátima Fernandes, que é fundadora e vice-presidente da Associação dos Professores Indígenas do Sul e Sudeste do Pará (APISSPA), e Concita Guaxipiguara Sompré, da aldeia Kyikatêjê (Gaviões).

Segundo a coordenadora da Educação Escolar Indígena, Francisca Barros Gama, nessa primeira formação em rede a proposta é esclarecer conceitos e preconceitos em relação aos povos indígenas e, assim, desconstruir esse imaginário.

Francisca Barros, coordenadora da Educação Escolar Indígena

“A educação escolar indígena tem que partir da cultura do aluno. Essa formação voltada para os professores é nesse sentido. Para eles aprenderem do mundo do aluno, esse contexto da educação escolar indígena e da cultura dos povos indígenas, para poder receber melhor esses alunos”, explica a educadora.

Até o final de 2023, outras duas formações devem ser realizadas pela Semed com o objetivo de possibilitar reflexões que ajudem professores e coordenadores pedagógicos a ampliar a percepção acerca da diversidade étnico-cultural dos povos indígenas.

Centro Pedagógico

Em Marabá, os indígenas matriculados na rede pública de ensino frequentam a escola no período normal e, no contraturno, contam com suporte no Centro Pedagógico localizado na Marabá Pioneira. O espaço é destinado ao ensino da Língua Portuguesa de pessoas que não são fluentes no idioma e, por isso, precisam de suporte linguístico pedagógico.

 

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