A segunda quinzena de fevereiro deve ser marcada por um padrão que costuma confundir até quem acompanha previsão todo dia: o “efeito sanfona”. Em vez de um cenário contínuo (só chuva ou só sol), a tendência é de alternância rápida entre calor e abafamento e, na sequência, pancadas de chuva — muitas vezes fortes e localizadas. Em algumas áreas, essa “sanfona” pode se repetir em poucos dias, com grande variação de uma cidade para outra.
Em linguagem simples, é o tipo de quinzena em que o dia começa com tempo firme e termina com chuva intensa em curto período — e, no dia seguinte, o calor volta a dominar. Para checar avisos oficiais e o risco na sua região, acompanhe o mapa de alertas da Defesa Civil e a cobertura diária em O TEMPO.
O que é o “efeito sanfona” e por que ele aparece agora
O efeito sanfona é uma forma de descrever um vai e vem de padrões do verão: períodos curtos de tempo mais firme e quente dão lugar a janelas de instabilidade com pancadas, trovoadas e chuva forte, e depois o calor volta a ganhar espaço. Isso acontece porque, nesta época, pequenas mudanças nos ventos e na disponibilidade de umidade já são suficientes para organizar ou desorganizar os corredores de chuva.
O resultado é a chamada “chuva de loteria”: pode chover muito em um município e quase nada no vizinho. Por isso, além da tendência semanal, o acompanhamento diário faz diferença.
Entre 16 e 23 de fevereiro: chuva acima da média em uma faixa e menos chuva no Norte
Na primeira parte da segunda quinzena (16 a 23 de fevereiro), a tendência é de chuva ligeiramente acima da média em uma faixa que vai do leste de Santa Catarina e do Paraná, passa pelo Sudeste e alcança o interior do Nordeste, além do extremo oeste do Rio Grande do Sul.
Ao mesmo tempo, o cenário indica chuva abaixo da média em áreas da Região Norte, reforçando o contraste típico do “efeito sanfona”: enquanto uma faixa recebe mais pancadas, outra fica com períodos mais longos de tempo firme.
De 23 de fevereiro a 2 de março: fim do mês pode “carregar” em parte do país
Na semana de 23 de fevereiro a 2 de março, a tendência é de o contraste aumentar. O padrão sugerido é de reforço de instabilidade em uma faixa entre o Centro-Oeste, o Sudeste e parte do Nordeste, indicando que o fim de fevereiro pode ter dias com chuva mais organizada em alguns trechos.
Em paralelo, áreas do Sul e do Nortepodem seguir com períodos mais secos, o que mantém a lógica do “efeito sanfona”: a chuva muda de lugar e a sensação é de que o tempo “vira” rápido de um dia para o outro.
Temperatura: calor acima da média no meio do mês
Na temperatura, a indicação para 16 a 23 de fevereiro é de calor acima da média em grande parte do Brasil. Em algumas áreas, o desvio pode chegar a 3°C acima do normal, com destaque para pontos do norte de Minas Gerais, onde a projeção sugere aquecimento mais intenso.
Na última semana do período (23 de fevereiro a 2 de março), as anomalias de temperatura tendem a perder força onde a chuva aumenta. Em outras palavras: quando a “sanfona” puxa mais instabilidade, o calor pode ceder e as temperaturas ficam mais próximas da média.
Como usar essa tendência no dia a dia
- Previsão semanal indica tendência, não o que acontece em cada bairro.
- Chuva de verão é localizada: pancadas fortes podem cair em poucos minutos.
- Alertas mudam rápido: em dias de abafamento, a instabilidade pode crescer de repente. (Com O Tempo)


