No cenário político paraense, o Partido dos Trabalhadores (PT) encontra-se em um estado de agitação e conflito, gerando rumores e controvérsias. O epicentro desse tumulto é a suposta filiação do deputado Igor Normando ao partido e sua possível candidatura à prefeitura de Belém, que está gerando descontentamento interno. A deputada Maria do Carmo, importante figura do partido no Estado, desmentiu veementemente essas alegações em um comunicado na noite de sexta-feira.
De acordo com Maria do Carmo, o senador Beto Faro teria mantido um encontro casual com ela e seu irmão, Everaldo Martins, em frente ao gabinete do deputado Elias Santiago. Maria esclareceu que a conversa não se concentrou em questões eleitorais para os municípios de Marabá ou Santarém, ao contrário do que foi propagado nas redes sociais. Em vez disso, Beto Faro mencionou ter sido convidado a concorrer à prefeitura de Belém, mas recusou, afirmando ser um eleitor de Acará.
Maria do Carmo reforçou que a discussão não envolveu postulantes do PT em nenhum dos municípios mencionados. Entretanto, no que diz respeito a Santarém, Beto Faro e Everaldo Martins apoiam fortemente sua candidatura. O senador até ligou para a presidente nacional do PT, deputada Gleice Hoffman, para marcar uma reunião no final de outubro para debater essa possibilidade. Maria planeja convidar figuras proeminentes do partido, como o ex-senador Paulo Rocha e o ex-deputado Zé Geraldo, para participar dessa reunião.
Sobre a prefeitura de Belém, Maria do Carmo expressou seu apoio ao prefeito Edmilson Rodrigues e concordou com o posicionamento do deputado Dirceu ten Caten. Ela afirmou que qualquer decisão em relação a essa aliança importante não seria tomada em uma reunião da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), pois o PT tem seus próprios mecanismos de deliberação.
No que diz respeito à candidatura em Santarém, Maria do Carmo declarou que é pré-candidata a prefeita e conta com o entusiasmo de Beto Faro. A reunião com a presidente Gleici Hoffman tem o objetivo de obter a opinião da Direção Nacional do PT sobre sua candidatura. Ela está empenhada em reunir o apoio político necessário, contando com o respaldo do governador Helder Barbalho e do ex-presidente Lula. A única circunstância em que reconsideraria sua candidatura seria um pedido expresso de Lula nesse sentido.
Em meio a essas disputas internas, o PT no Pará enfrenta um período de incerteza e agitação política, enquanto seus líderes buscam consolidar suas posições e estratégias para as eleições vindouras. (Portal Debate, com João Salame)


