MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Repercutiu nas redes sociais nesta sexta-feira (24) a notícia da prisão de Glauberson Roberto Sousa da Conceição, investigado pelo crime de exercício ilegal da profissão de farmacêutico e falsificação de documentos, em Marabá, no sudeste do Pará.
Neste sábado (25), o advogado do suspeito, Thiago Alves, entrou em contato com a reportagem do Portal Debate para negar que o investigado tenha sido preso. Segundo o causídico, o cliente foi apenas conduzido para prestar esclarecimentos à autoridade policial sobre a possível fraude no exercício de sua profissão.
“A defesa está acompanhando de perto a situação do investigado, que está colaborando plenamente com as investigações, fornecendo todas as informações necessárias para esclarecer os fatos. Glauberson é uma pessoa idônea, que nunca teve envolvimento ou foi investigado por outros atos ilícitos”, afirma o advogado.
Thiago finaliza informando que a defesa acompanhará de perto o desenrolar do caso e que tem certeza de que Glauberson terá seu direito ao contraditório e à ampla defesa garantidos.
Investigado teria falsificado diploma
A Polícia Civil do Sudeste do Pará divulgou nesta sexta-feira (24/5/24) que efetuou a prisão em flagrante de Glauberson Roberto Sousa da Conceição, pelos crimes de exercício ilegal da profissão de farmacêutico e falsificação documental, no interior de uma drogaria, localizada na Folha 28, Núcleo Nova Marabá.
De acordo com a Polícia Civil, a prisão em flagrante ocorreu por volta das 10h. Houve uma denúncia de uso de um suposto diploma falso utilizado por Glauberson Conceição para trabalhar como farmacêutico. De posse das informações, os policiais entraram em contato com a Universidade Estácio de Sá, localizada em Belo Horizonte (MG), para averiguar a procedência da documentação.
Durante as investigações, a Estácio de Sá afirmou que não havia qualquer registro da presença de Glauberson Conceição como aluno naquela Instituição de Ensino Superior (IES). A Universidade observou ainda que o “layout” do diploma apresentado pelo suspeito não correspondia ao modelo utilizado pela referida Universidade Estácio de Sá.
Diante da constatação do ilícito, uma equipe policial foi até à farmácia, na Folha 28, local de trabalho do investigado, e confirmou que o elemento estava exercendo a profissão de farmacêutico, inclusive, fazendo atendimento a clientes com seu jaleco branco e crachá. Diante do flagrante delito, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido para 21ª Seccional Urbana.
Farmácia emite nota
A Drogaria Ultra Popular, onde o investigado trabalhava, emitiu uma nota de esclarecimento sobre o caso, na íntegra:
“A Drogaria Ultra Popular em Marabá vem a público esclarecer fatos recentes que envolvem a prisão de um farmacêutico em uma de nossas unidades.
Gostaríamos de salientar que a Ultra Popular é uma empresa comprometida com a ética, a transparência e a integridade em todas as suas operações. O processo de contratação dos nossos farmacêuticos é auditado periodicamente pelas nossas áreas internas, com as seguintes exigências, dentre outras análises:
- Antecedentes Criminais;
- Certificado de conclusão de curso;
- Registro no CRF/Validade.
Infelizmente, fomos vítimas de uma fraude praticada por um indivíduo que, agindo de má fé, comprometeu a confiança em nossos colaboradores. É importante destacar que a nossa instituição, assim como outras entidades respeitáveis, pode ser alvo de falsificações e fraudes.
Assim que tomamos conhecimento dos atos ilícitos, colaboramos prontamente com as autoridades competentes e o mesmo não integra mais o nosso quadro de colaboradores.
Reiteramos que a Drogaria Ultra Popular em Marabá não compactua com nenhum tipo de irregularidade e que continuamos firmes em nosso compromisso de oferecer serviços e produtos de qualidade, prezando sempre pela saúde e bem-estar de nossos clientes.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.” (Portal Debate)


