Uma perseguição policial terminou em tiroteio e morte no final da tarde de sexta feira (17), na zona norte de Belém. Vladimir Rodolfo Silva da Rocha, apontado pelas autoridades como um criminoso de alta periculosidade e integrante de uma facção criminosa que opera no Pará, morreu após entrar em confronto com agentes do 29º Batalhão da Polícia Militar. Conhecido no submundo do crime pelos apelidos de “Orelhinha” ou “Progresso”, o homem era investigado por atuar diretamente na extorsão de moradores e comerciantes, realizando a cobrança ilegal de taxas para o crime organizado na região.
O confronto aconteceu por volta das 17h, bem nas proximidades da rotatória da Avenida Radial Norte. De acordo com o histórico da ocorrência, uma guarnição da PM fazia patrulhamento de rotina pela área quando identificou o suspeito. Ao notar a aproximação das viaturas oficiais, Vladimir começou a correr em disparada na tentativa de escapar do cerco. Os policiais iniciaram um acompanhamento tático e, ao se aproximarem, o homem sacou um revólver e abriu fogo na direção da equipe de segurança.
Para repelir o ataque e garantir a integridade física dos policiais, a equipe da PM revidou os disparos. Durante a troca de tiros, Vladimir foi atingido por um projétil na região do tórax e caiu. Os próprios integrantes da guarnição prestaram os primeiros socorros de emergência e colocaram o suspeito ferido na viatura, transportando-o ainda com sinais vitais para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Distrito. Apesar do atendimento médico imediato na unidade de saúde, ele não resistiu à gravidade do ferimento e faleceu pouco tempo depois.
Com o suspeito baleado, os militares recolheram a arma utilizada no atentado contra a guarnição: um revólver de calibre 22. Ao vistoriarem o armamento, os policiais constataram a presença de quatro munições que falharam ou não foram disparadas, além de uma cápsula deflagrada, que confirma o tiro desferido contra os agentes públicos. Todo o armamento e as munições foram recolhidos da cena do crime e encaminhados para a delegacia de Polícia Civil, que assumiu a responsabilidade legal pelas investigações e pelos procedimentos burocráticos do caso. (Com Roma News)


