Um caso de raiva foi confirmado no Ramal do Cupíuba, área rural de Altamira, no sudoeste do Pará. Uma vaca apresentou sintomas da doença transmitida pela mordida do morcego doente através da saliva.
“Um produtor nos procurou informando que a vaca estava caída. Geralmente a gente observa a agressão feita por morcego hematofago que se alimenta de sangue diferente de outras espécies que se alimentam de insetos e frutas”, diz o Médico veterinario Giovani Girardelli.
A captura foi feita por técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará. Eles recebem um treinamento especifico, além de usar roupas e materiais apropriados. “Os colegas vão a campo, os colegas passam uma pasta específica para controlar esses morcegos. Toda área, em um raio de 12 quilômetros, precisará imunizar rebanhos contra a doença fatal que pode ser transmissível ao homem”, afirma o médico veterinário.
“Notificamos também a Secretária Municipal e a Secretaria de a Saúde do Estado do Pará (SESPA) para imunizar os animais domésticos. Além dos bovinos e bubalinos, os equídeos, carneiros e caprinos”, relata Giovani.
O produtor precisa ficar atento aos sintomas nos rebanhos, entre eles, se animal apresentar isolamento, andar cambaleante e até agressividade.
“O produtor pode verificar pela ferida característica pelo ataque do morcego. O animal fica nervoso, pode salivar. A orientação para o produtor não manusear esse animal.”
A Adepará através do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros atua nos 144 municípios paraenses. Em 2022, mais de 10 milhões de animais foram vacinados contra a doença. Já no ano passado, uma lista com pelo menos 50 cidades faziam a vacinação depois da confirmação de casos.
“A raiva é uma doença que nós não temos obrigatoriedade de vacinar, mas existe a obrigatoriedade quando existe um foco”.
Em Altamira, que tem mais de 700 mil bovinos, o alerta segue para evitar um novo foco. “A gente orienta o produtor se encontrar algum morcego morto não manusear, se o ser humano pegar a raiva que é uma zoonose vai a óbito, não tem cura”, finaliza ele. (Com Confirma Notícia)


