O acesso à internet no Brasil atingiu um novo patamar em 2025. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD TIC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais utilizou a internet nos três meses anteriores à pesquisa. Isso representa aproximadamente 168,7 milhões de pessoas, o maior número já registrado desde o início da série histórica, em 2016.
O levantamento mostra que a inclusão digital continua avançando em praticamente todas as faixas da população. Em comparação com 2024, quando o índice era de 89,1%, houve crescimento de 1,4 ponto percentual. Em relação a 2016, quando apenas 66% dos brasileiros estavam conectados, o salto supera 24 pontos percentuais.
Os dados revelam que o acesso à internet deixou de ser um diferencial para se tornar parte essencial do cotidiano dos brasileiros. O uso da rede está presente em atividades como comunicação, trabalho remoto, educação, operações bancárias, compras online, entretenimento e acesso a serviços públicos.
Apesar do avanço nacional, o levantamento mostra que ainda existem diferenças entre as regiões do país. O Sudeste lidera o ranking de conectividade, com 93,1% da população utilizando a internet, seguido pelo Centro-Oeste (92,7%) e pelo Sul (91,2%). Já o Norte registra índice de 88,2%, enquanto o Nordeste aparece com 87,2%. Segundo especialistas, a expansão da fibra óptica, das redes móveis e dos investimentos em infraestrutura tem reduzido gradualmente a desigualdade digital entre as regiões, especialmente nas áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos.
Jovens continuam dominando o ranking
A pesquisa confirma que os brasileiros mais jovens permanecem como os usuários mais conectados do país. As maiores taxas de utilização estão entre adolescentes e jovens adultos.
A liderança permanece nas seguintes faixas etárias:
- 14 a 19 anos: aproximadamente 98% utilizam internet;
- 20 a 24 anos: cerca de 97%;
- 25 a 29 anos: acima de 96%.
Nessas idades, o acesso à internet é praticamente universal, impulsionado principalmente pelo uso de smartphones, redes sociais, plataformas de vídeo, estudos e atividades profissionais.
Embora ainda apresentem o menor percentual de utilização, os idosos são justamente o grupo que mais vem crescendo em ritmo de adesão. Entre pessoas com 60 anos ou mais, o índice chegou a 74,5% em 2025, representando uma evolução significativa em relação aos últimos anos. O aumento reflete maior familiaridade com aplicativos de mensagens, consultas médicas online, bancos digitais e serviços governamentais.
Mulheres utilizam internet em proporção ligeiramente maior
Outro dado interessante do levantamento mostra uma pequena diferença entre homens e mulheres.
Segundo o IBGE:
- Mulheres: 91,1% utilizam internet;
- Homens: 89,9%.
A diferença é considerada pequena, mas demonstra que a conectividade alcançou níveis elevados entre ambos os grupos.
Cidade ainda supera o campo
Apesar da redução das desigualdades, morar em área urbana ainda representa maior facilidade de acesso.
Em 2025:
- Área urbana: 91,5% dos moradores utilizam internet;
- Área rural: 83%.
Mesmo assim, o crescimento nas regiões rurais vem sendo mais acelerado graças à expansão da cobertura móvel, da fibra óptica e de programas de inclusão digital.
Celular permanece como principal porta de entrada
O smartphone segue como o dispositivo dominante para acessar a internet. Para milhões de brasileiros, o celular representa o único equipamento utilizado para navegar na rede.
Nos últimos anos também cresceu o acesso pela televisão conectada, impulsionado pelos serviços de streaming, enquanto o uso de computadores continua diminuindo gradualmente entre os usuários domésticos.
Internet passa a fazer parte da rotina diária
Outro indicador chama atenção: praticamente todos os usuários acessam a internet diariamente.
A pesquisa aponta que 95,6% dos brasileiros conectados utilizam a rede todos os dias, evidenciando que a internet deixou de ser um recurso ocasional para se transformar em ferramenta indispensável da vida moderna.
O levantamento também mostra crescimento nas atividades realizadas online. Além das mensagens instantâneas e chamadas de vídeo, aumentou o uso para serviços bancários, compras pela internet, consumo de notícias, educação à distância e utilização de plataformas do governo.
Desafio agora é reduzir desigualdades
Embora o Brasil tenha ultrapassado a marca de 90% da população conectada, especialistas apontam que o próximo desafio não é apenas ampliar o acesso, mas garantir qualidade de conexão, velocidade e inclusão digital para grupos ainda menos atendidos, especialmente idosos, moradores de áreas rurais e famílias de baixa renda.
Com o avanço da inteligência artificial, da digitalização de serviços públicos e da economia baseada em dados, a tendência é que a conectividade se torne cada vez mais indispensável para participação social, acesso ao mercado de trabalho e exercício da cidadania.
A marca histórica registrada em 2025 reforça que o Brasil caminha para uma realidade em que estar conectado deixa de ser uma opção e passa a ser um requisito básico para a vida cotidiana.
Fonte: Agência de notícias do IBGE


