O avião que caiu no início da tarde de sábado (18) sobre uma casa próximo à avenida Almirante Barroso, em Belém, foi removido do telhado da residência no domingo (19). O corpo do piloto do avião que morreu no acidente, Paulo Roberto Melo Marinho, de 51 anos , foi velado no Aeroclube de Belém e levado em um voo, que decolou por volta de 10h desta segunda-feira (20), a Marabá, onde será sepultado.

O monomotor Cessna 210 prefixo PR-DVR, fabricado em 1979, saiu do aeroporto Brigadeiro Protásio pouco antes de 13h. Era um voo de demonstração, de cerca de 5 minutos. A aeronave estava à venda. Quatro pessoas estavam na aeronave: o interessado na compra do avião, dois mecânicos e o piloto, que morreu na queda.

O avião caiu em cima de uma casa na avenida Almirante Barroso, uma das mais movimentadas de Belém. O local fica distante cerca de 900 metros em linha reta da pista de pouso.

Assim que decolou, um amigo do piloto disse que viu uma fumaça e o avisou pelo rádio para retornar. O monomotor ainda foi visto como se tivesse tentando fazer a curva, mas desapareceu por trás de uma área de mata.

Os passageiros foram levados para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua. Dois tripulantes continuam internados, Delvano Silva Rodrigues e Antônio Carlos Frazão. De acordo com o hospital, o estado de saúde deles é considerado estável. Um outro tripulante, José Ramos de Andrade, recebeu alta no domingo (19). Das seis pessoas que estavam na residência, uma teve ferimentos leves.

Peritos do Instituto Renato Chaves e do Corpo de Bombeiros estiveram no local, mas não puderam trabalhar neste domingo (19) porque a perícia do Serviço Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Senipa) ainda não havia sido concluída.

Os destroços do avião foram retirados da residência no domingo (19). A operação começou às 15h e terminou durante a noite. A retirada foi feita pelo Corpo de Bombeiros junto com uma empresa contratada pela empresa proprietária da aeronave.

A Agência Nacional de Aviação Civil informou que a aeronave estava em situação normal. De acordo com a ANAC, a aeronave tinha condições de voar até julho de 2022. O piloto também estava com a documentação regular e tinha 15 anos de experiência.

G1