MARABÁ (PA) — A Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM), representante do setor produtivo e idealizadora da iniciativa, convidou diversos agentes para apresentar a necessidade de ampliação e melhorias no Distrito Industrial de Marabá. A visita, que contou com a participação da ACIM, Federação das Indústrias do Estado (Fiepa), Câmara Municipal e prefeitura, teve como objetivo conhecer a estrutura, os projetos e os desafios enfrentados pelas empresas instaladas no Distrito.
Em uma intensa agenda de visitas técnicas realizada nesta quarta-feira (14), representantes do governo do Pará, incluindo a Companhia de Desenvolvimento Econômico (Codec), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e a Secretaria Regional de Governo do Sul e Sudeste do Pará, conheceram de perto as empresas Correias Mercúrio, Siderúrgica Norte Brasil (Sinobras) e Terra Norte, além de participarem de uma reunião na sede da ACIM para ouvir as demandas do setor produtivo.
A ACIM enfatizou a importância da iniciativa, que busca fortalecer a economia local e proporcionar melhorias para as empresas do Distrito Industrial. O presidente da ACIM, João Tatagiba, ressaltou a necessidade de apoio às empresas arrojadas que geram empregos na região. A visita permitiu não apenas conhecer a infraestrutura e a capacidade produtiva das empresas, mas também os projetos de expansão em andamento.
Durante a visita, as demandas apresentadas pelo setor produtivo foram registradas e serão transformadas em um documento a ser discutido pelo governo. O secretário adjunto da Sedeme, Carlos Ledo, destacou a produtividade da visita e reiterou a importância de dar um encaminhamento prático às questões apresentadas.
O Distrito Industrial de Marabá, que existe há quase quatro décadas, abriga empresas dos setores siderúrgico, de combustíveis, logística, ligas metálicas, máquinas e equipamentos, construção civil, entre outros. Durante a agenda, foram apresentados investimentos significativos em expansão e novos projetos por empresas como Correias Mercúrio, Sinobras e Terra Norte.
A Correias Mercúrio, por exemplo, que atua no ramo de correias transportadoras, está investindo R$ 80 milhões em um projeto de aumento da capacidade produtiva em cerca de 50%, com novas linhas de fabricação de correias, além da ampliação de instalações e infraestrutura.
A Siderúrgica Norte Brasil (Sinobras), que produz aços longos em sua unidade fabril em Marabá, possui atualmente capacidade de produção de até 380 mil toneladas por ano e projeta um aumento dessa capacidade para 850 quilotoneladas. A empresa deverá iniciar, em breve, a fabricação de novos produtos como pregos, parafusos e fixadores, móveis em aramado, arame galvanizado (cercas) e corte e dobra (const. civil).

Além disso, a empresa está dando seguimento ao projeto de uma nova aciaria, para a produção de tarugos de aço a partir do ferro gusa, com investimentos de U$ 300 milhões. A implantação do projeto, que está sendo realizada em parceria com a empresa Vale, prevê que o fornecimento da matéria-prima (ferro gusa) para a nova aciaria seja feito pela empresa Tecnored, subsidiária da Vale.
Já a Terra Norte, que produz ferro gusa com uma capacidade de 120 mil toneladas ao ano, considera que a produção de gusa representa apenas o seu início no mercado. Atualmente, a empresa, que possui dois anos de atuação, já projeta a diversificação das atividades, com o início dos processos de lavagem de minério a seco, produção de gusas especiais, de materiais e peças fundidas, fertilizantes, entre outros projetos.
Além dos representantes da Codec, Sedeme e ACIM, o titular da Secretaria Regional de Governo do Sul e Sudeste, João Chamon Neto, o presidente eleito da Fiepa, Alex Carvalho, e o vereador Miguel Gomes Filho, representaram os seus respectivos órgãos e entidades na agenda realizada em Marabá.
A agenda ocorreu a convite da Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM) e teve a participação da Federação das Indústrias do Estado (Fiepa), Câmara Municipal e da prefeitura. (Agência Pará)


