PARAUAPEBAS (PA) – Arrecadação dos royalties da mineração caiu 52,7% em relação a outubro de 2024. No acumulado de janeiro a setembro, a redução chega a 31,7%, ampliando o alerta sobre a dependência econômica do município.
Parauapebas enfrenta um cenário preocupante na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), os chamados royalties da mineração. Os números de outubro de 2026 revelam uma queda expressiva na receita e evidenciam um desafio para o planejamento financeiro de um município cuja economia tem forte ligação com a exploração mineral.
De acordo com os dados divulgados pelo Painel Fiscal, em outubro de 2026, Parauapebas recebeu R$ 39,7 milhões em CFEM. O valor representa uma redução de 52,7% em relação a outubro de 2024, quando a arrecadação chegou a aproximadamente R$ 84 milhões, conforme a variação percentual informada no levantamento.
Na prática, isso significa que o município recebeu pouco menos da metade do valor registrado no mesmo mês de dois anos atrás. A comparação demonstra a dimensão da perda de receita em um intervalo relativamente curto.
A queda também aparece na comparação anual. Em relação a outubro de 2025, quando a arrecadação foi de aproximadamente R$ 66 milhões, o recuo chegou a 39,9%.
Queda não se limita a um único mês
O cenário fica ainda mais preocupante quando a análise considera um período mais longo. Entre janeiro e setembro de 2026, a arrecadação da CFEM em Parauapebas apresentou queda de 31,7% em comparação com o mesmo intervalo de 2024.
Esse dado é importante porque reduz a possibilidade de interpretar o resultado de outubro como uma oscilação isolada. O recuo acumulado aponta para uma perda de receita que já vinha sendo observada ao longo do período.
A diferença entre os valores recebidos tem consequências potenciais para o planejamento das contas públicas. Com menos recursos provenientes da mineração, a administração municipal precisa avaliar com atenção a capacidade de financiar investimentos, manter serviços e cumprir compromissos sem comprometer o equilíbrio fiscal.
O que os números representam para Parauapebas?
A redução da CFEM não deve ser analisada apenas como uma diferença contábil. Ela representa um sinal de alerta para a gestão pública e para o debate sobre o futuro econômico do município.
Quando uma receita importante diminui, torna-se ainda mais necessário acompanhar a execução do orçamento, identificar despesas prioritárias, avaliar a sustentabilidade dos investimentos e ampliar a capacidade de geração de outras receitas.
Os dados de outubro de 2026 mostram uma realidade que merece atenção: Parauapebas recebeu menos da metade da CFEM registrada no mesmo mês de 2024. Com a queda de 31,7% no acumulado de janeiro a setembro, o município tem diante de si o desafio de administrar uma receita mais pressionada e, ao mesmo tempo, manter o planejamento necessário para atender às demandas da população.



