MARABÁ (PA) — Uma armadilha luminosa feita com materiais reaproveitados levou estudantes do Instituto Federal do Pará (IFPA), Campus Marabá Industrial, a conquistar reconhecimento nacional. Desenvolvido em Marabá, no sudeste do Pará, o projeto EcoLuz Trap venceu uma das categorias da 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, que anunciou os resultados nesta quinta-feira (17/9).
A tecnologia foi criada para capturar mosquitos sem o uso de inseticidas, utilizando componentes de baixo custo. O projeto foi premiado na categoria que reúne os anos finais do ensino fundamental, o ensino médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Batizada de EcoLuz Trap – Tecnologia de Baixo Custo contra Vetores de Doenças na Amazônia, a iniciativa surgiu de uma conversa em sala de aula sobre a presença de mosquitos nas casas dos estudantes.
Segundo o professor Ríguel Contente, responsável pela orientação do projeto, muitos alunos vivem em áreas periféricas e relataram o incômodo provocado pelos insetos, especialmente à noite, quando precisam abrir as janelas para amenizar o calor.
A partir desses relatos, a turma passou a investigar o problema e desenvolver os protótipos. A estrutura da armadilha utiliza uma lata de leite, tela, pés feitos com tampas de garrafa e uma fonte de 12 volts retirada de aparelhos descartados. O equipamento também conta com um pequeno ventilador e lâmpadas.
Durante os testes, os estudantes utilizaram LEDs de diferentes cores para avaliar a capacidade de atração dos mosquitos. As armadilhas foram distribuídas pela escola, e os insetos capturados passaram por registro e identificação.
Além da construção do equipamento, o trabalho envolveu conhecimentos de desenho técnico, eletrônica, estatística e zoologia. Os alunos aprenderam a elaborar gráficos, calcular médias e analisar os resultados, que também foram apresentados em congressos e feiras.
Segundo a instituição, a proposta alcançou cerca de 3,5 mil pessoas. A própria escola foi a primeira beneficiada com a instalação das armadilhas. Agora, a intenção é ampliar o projeto e levar os equipamentos à comunidade.
Com a conquista, o projeto do IFPA segue para a etapa internacional da competição, marcada para 2 de dezembro, na Cidade do México. Ao todo, dez iniciativas chegaram à final da edição brasileira.
Promovido pela Fundação Santillana, pela Santillana e pela Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura, o prêmio reconhece práticas de sustentabilidade desenvolvidas por escolas públicas e privadas. As instituições vencedoras também recebem uma premiação em dinheiro. (Portal Debate, com informações de Agência Brasil)


