Alanzinho Maniçoba: que fim levou o meme mais famoso do Pará?

Um personagem real que virou memória digital no Pará

Alanzinho Maniçoba entrou para a memória coletiva do Pará a partir de uma entrevista espontânea e improvável. Alan Júnior Alves Ferreira foi aquela personalidade que atingiu dois extremos: na mesma frieza e periculosidade atribuídas aos seus crimes, demonstrava bom humor e tranquilidade diante das câmeras, com direito até a um rap cantado, transformando o registro jornalístico em algo além da notícia.

A partir dali, suas próprias falas passaram a conduzir a narrativa. Frases como “eu sou vagabundo”, “eu sou o tipo do cara que não vivo sem treta” e “é o diabo quem me dá, não tenho culpa” foram repetidas, recortadas e compartilhadas, ao melhor estilo de um Showman. Mesmo envolvido no mundo do crime, Alanzinho acabou se tornando uma figura caricata aos olhos do público.

A Viralização de Alanzinho Maniçoba

A entrevista, em 2011 pela RBATV, conduzida pelo repórter Isidoro Calixto durante a madrugada e outra na sequência para a repórter Erika Torres, rapidamente ganhou as redes e atravessou o tempo. O conteúdo foi ressignificado, virou meme e segue vivo até hoje como figurinha de zap, mais de uma década depois, mostrando como a cultura digitalreaproveita registros reais de forma descontraída e cotidiana.

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