Advogado Diego Souza assume caso de atentado contra vereador em Nova Ipixuna

Investigação conduzida pela Polícia Civil apura a participação de envolvidos no atentado sofrido pelo vereador Regis Santana (PP), registrado em 2024, no município de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará.

NOVA IPIXUNA (PA) — O advogado criminalista Dr. Diego Souza assumiu o acompanhamento jurídico do caso envolvendo o atentado sofrido pelo vereador Regis Santana (PP), registrado no município de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. O crime aconteceu na manhã de sábado (13/4/2024), em frente à residência do parlamentar, e teve como principal investigado o também vereador João Rodrigues de Barros Filho (MDB), conhecido como “Joãozinho Barros”.

Na época do atentado, Regis Santana foi atingido por disparos nas pernas e nos braços, além de um tiro que passou de raspão pela cabeça. O vereador recebeu os primeiros atendimentos no Hospital Municipal de Nova Ipixuna (HMNI), mas devido à gravidade dos ferimentos precisou ser transferido para o Hospital Regional do Sudeste do Pará, em Marabá, onde permaneceu internado por alguns dias.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram “Joãozinho Barros” como suspeito de participação no crime. O parlamentar foi preso no dia 13 junho de 2024, durante uma operação realizada em Nova Ipixuna. Na mesma ação, a Polícia Civil também capturou o suposto atirador e outro homem apontado como comparsa e piloto da moto. Os nomes dos dois suspeitos não foram divulgados pelas autoridades policiais.

Investigado, vereador “Joãozinho Barros” – Foto: Redes Sociais

O atentado causou forte repercussão em Nova Ipixuna, município localizado às margens da PA-150 e que costuma registrar baixos índices de criminalidade. À época, familiares da vítima afirmaram acreditar em motivação política para o crime. O vereador “Filho do Povão” (PP), irmão de Regis Santana, chegou a declarar publicamente que o atentado poderia estar relacionado ao cenário eleitoral em Nova Ipixuna. As investigações da Polícia Civil apontam para esta motivação, porém o processo ainda não foi finalizado.

Após o período preso, “Joãozinho Barros” acabou sendo colocado em liberdade pela Justiça, mas ficou afastado do cargo. Posteriormente, ele voltou a disputar as eleições municipais e foi reeleito vereador em Nova Ipixuna. Já Regis Santana permaneceu afastado temporariamente das atividades legislativas durante o período de recuperação médica, retornando depois às funções na Câmara Municipal (CMNI) e também foi reeleito.

Agora, o caso passa a contar oficialmente com o acompanhamento do advogado criminalista Diego Sousa. Nos bastidores, circula a informação de que a Polícia Civil concluirá o inquérito policial nos próximos 30 dias. Caso “Joãozinho Barros” seja indiciado ao fim das investigações, o político poderá ir a júri popular e, em caso de condenação, deverá passar um longo período atrás das grandes.

Nos corredores da política local, comenta-se que “Joãozinho Barros” tenha sido apenas o intermediário de uma trama criminosa que envolve os chamados “peixe grande” da cidade e que ainda existe muita “água para passar embaixo da ponte”. Já o advogado Diego Souza afirmou que está acompanhando o caso e prestando assistência jurídica relacionada às investigações sobre o atentado sofrido pelo parlamentar que quase custou a vida do agente público de Nova Ipixuna. (Portal Debate)

Vereador Regis Santana – Foto: Redes Sociais

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