Durante entrevista concedida à CNN Brasil, nesta quarta-feira (16), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), desmentiu as declarações do procurador-geral da República, Augusto Aras sobre a CPI da Pandemia feitas na última terça-feira (15). Aras havia declarado em rede nacional que faltavam provas no relatório apresentado pela CPI e que Randolfe se incumbiu de entregar até dia 18.
Sobre as declarações do PGR, Randolfe afirmou que além de prevaricar, Aras faltou com a verdade. E que o prazo mencionado pelo PGR trata-se na verdade de iniciativa dos senadores para garantir celeridade e socorrer o PGR. O vice-presidente da CPI foi incisivo ao declarar que, caso o PGR não avance com denúncias da CPI da Pandemia, vai pedir o impeachment de Aras. Randolfe considera que o Procurador Geral da República está fazendo vista grossa para as provas apresentadas. E não poupou críticas a Aras.
“Ele recebe mais de R$ 60 mil em salários. O que nós queremos do doutor Aras é que ele faça o serviço dele. Nós já fizemos. Ele está esquecendo que o que é inerte é a jurisdição, o Ministério Público, não. A não ser que ele esteja querendo criar um princípio novo: o princípio da inércia ministerial ou da inércia da Procuradoria-Geral da República. Não cabe na jurisdição brasileira a função de espectador-geral da República”, acrescentou.
Indignado, o parlamentar argumenta que não cabe à CPI oferecer denúncia. “Se o doutor Aras quiser que o Senado ofereça denúncia, nós procuraremos ofertar. Só que essa atribuição não diz respeito a nós. A oferta da denúncia, segundo nosso ordenamento constitucional, diz respeito à Procuradoria-Geral da República”.
No final da entrevista, o senador ironizou a postura do PGR. “Se o doutor Aras quer arquivar tudo, servir a Jair Bolsonaro, como ele está servindo desde o começo, ofendendo a tradição do Ministério Público, da Procuradoria-Geral da República, é melhor ele fazê-lo, ao invés de ficar embromando”. Randolfe garantiu que o trabalho não vai acabar em pizza. E que não é com Aras que os senadores querem deflagrar guerra. “Nós queremos desde o ano passado é que aqueles que são responsáveis por mais de 600 mil brasileiros terem perdido a vida, sejam devidamente indiciados e respondam diante da justiça” enfatizou. (Porta Debate Carajás)


