A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) analisa R$ 1,16 bilhão em investimentos que a Vale afirma ter realizado na Estrada de Ferro Carajás, que atravessa o Pará e o Maranhão. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a agência busca identificar a quais obras os valores se referem e se eles foram incluídos corretamente nas contas da concessão.
De acordo com o jornal, o montante está relacionado a 384 registros contábeis da mineradora. A conferência pode alterar o saldo das obrigações da Vale com o governo federal, já que a empresa defende o reconhecimento de investimentos anteriores no cálculo do acerto contratual.
Ainda segundo a Folha, parte da análise procura diferenciar os bens vinculados à ferrovia daqueles associados a projetos de expansão da mineração. Entre as obras mencionadas está o ramal ferroviário que liga a mina S11D, em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, à Estrada de Ferro Carajás, na região de Parauapebas.
A revisão ocorre no contexto das negociações sobre as concessões das ferrovias Carajás e Vitória-Minas, renovadas antecipadamente em 2020 até 2057. A reportagem informa que as tratativas resultaram na antecipação de R$ 4 bilhões à União, mas os demais pontos seguem em discussão.
À Folha de S.Paulo, a Vale afirmou que cumpre suas obrigações contratuais e que a avaliação técnica dos ativos cabe à ANTT. A agência informou ao jornal que os registros não são reconhecidos nem descartados automaticamente e que a conclusão dependerá da análise da documentação. Até a publicação da reportagem, não havia resultado definitivo sobre os R$ 1,16 bilhão. (Portal Debate)


