A brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 51 anos, foi condenada à prisão perpétua na Itália pela morte do marido, Fabio Ravasio, atropelado em agosto de 2024 enquanto trafegava de bicicleta por uma ciclovia em Parabiago, no norte do país, próximo a Milão.
Inicialmente tratado como um atropelamento com fuga, o caso ganhou outra dimensão durante as investigações. Segundo a Justiça italiana, a morte teria sido premeditada e planejada por Adilma e outros envolvidos, com o objetivo de receber uma herança estimada em 3 milhões de euros.
A sentença foi proferida em 15 de julho pelo Tribunal de Busto Arsizio e divulgada pela imprensa italiana nesta sexta-feira (4). A decisão é de primeira instância e ainda pode ser contestada.
De acordo com os investigadores, cada integrante do grupo teria uma função específica no plano. Os envolvidos teriam realizado reuniões para organizar o atropelamento e dividir as tarefas. Durante os depoimentos, alguns dos próprios réus apontaram Adilma como a responsável por idealizar o crime.
Além da brasileira, outros seis acusados foram condenados. Marcello Trifone, passageiro do veículo, e Fabio Lavezzo, que teria sinalizado o momento exato para o atropelamento, receberam prisão perpétua. Massimo Ferretti, ex-companheiro de Adilma, foi condenado a 24 anos; Igor Benedito, filho dela e apontado como motorista do carro, a 23 anos; Mohammed Dhaibi, a 22 anos; Mirko Piazza, a 14 anos e quatro meses; e Fabio Oliva, a 14 anos.
Ferretti e Igor teriam admitido participação no crime. Segundo os depoimentos, Ferretti relatou que reuniões para planejar a ação aconteciam no bar onde trabalhava, enquanto Igor teria afirmado à Justiça que sua mãe foi responsável por organizar o plano.
O advogado de Adilma, Mattia Fontanesi, afirmou que irá recorrer. Segundo ele, a brasileira continua sustentando sua inocência e ficou surpresa com a condenação à prisão perpétua.
O caso agora seguirá para a segunda instância da Justiça italiana.


