DA REDAÇÃO — Uma ocupação irregular registrada na Fazenda Santa Maria, em Palestina do Pará, no sudeste do estado, foi desmobilizada de forma voluntária na manhã de terça-feira (28/7) durante uma operação da Polícia Civil e da Polícia Militar. No local, cerca de 45 pessoas foram orientadas a deixar a propriedade após a apresentação de uma decisão judicial que garantia a manutenção da posse do imóvel. Durante a ação, os ocupantes relataram que foram atraídos pela promessa de participação em um futuro projeto de assentamento rural, supostamente intermediado por um homem identificado como Antônio Magno.
A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (DECA) de Marabá, com apoio do 1º Batalhão de Policiamento Rural (1º BPR) e do 1º Batalhão de Missões Especiais (1º BME).
No imóvel, as equipes encontraram aproximadamente 45 pessoas, entre homens, mulheres, crianças e idosos, instaladas em barracos cobertos por lonas em uma área de pastagem. Também foram identificadas 12 motocicletas e 10 automóveis.

Durante a abordagem, uma das ocupantes informou aos policiais que o grupo acreditava que seria futuramente contemplado em um projeto de assentamento rural. Segundo o relato, a ocupação teria sido organizada por meio da Associação Pedra de Amolar, tendo Antônio Magno como representante. Os ocupantes também afirmaram que efetuaram pagamentos referentes a cadastro e honorários advocatícios de uma profissional cuja identidade não foi informada.
De acordo com a Polícia Civil, diante das informações prestadas, os ocupantes foram orientados a comparecer à Delegacia Especializada em Conflitos Agrários para prestar depoimento. A corporação informou que os relatos poderão subsidiar a apuração de eventual crime de estelionato.
Após diálogo com as equipes policiais, o grupo concordou em desocupar voluntariamente a área e solicitou apenas um prazo para organizar os pertences e retornar aos municípios de origem.
Segundo a Polícia Civil, a operação foi encerrada sem registro de confrontos ou necessidade de uso da força, com o cumprimento pacífico da decisão judicial e preservação da ordem pública. (Portal Debate)



