Pará tem 115 focos de calor e entra em monitoramento nacional sobre incêndios florestais

O Ministério da Saúde divulgou um levantamento sobre queimadas, qualidade do ar e a população exposta à fumaça em 15 estados brasileiros, incluindo o Pará, que registrou 115 focos de calor.

Pará registrou 115 focos de calor no período analisado pelo Ministério da Saúde no informe semanal Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (21), reúne dados sobre queimadas, qualidade do ar e a população potencialmente exposta à fumaça em diferentes regiões do país.

Ao todo, 1.153 focos de calor foram identificados em 15 estados brasileiros. O monitoramento busca acompanhar os possíveis impactos dos incêndios florestais sobre a saúde e auxiliar as equipes de vigilância e do Sistema Único de Saúde (SUS) na adoção de medidas preventivas.

A publicação faz parte do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, e também considera os efeitos de fenômenos climáticos que podem alterar os padrões de chuva e temperatura.

Segundo o Ministério da Saúde, o cenário exige atenção principalmente em áreas onde a estiagem, o calor e a baixa umidade favorecem a ocorrência e a propagação de incêndios. A fumaça gerada pelas queimadas pode comprometer a qualidade do ar e aumentar os riscos à saúde, especialmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.

Entre os principais indicadores acompanhados está o material particulado fino (MP2,5), formado por partículas extremamente pequenas que podem penetrar profundamente no sistema respiratório. A exposição prolongada a altas concentrações do poluente pode agravar doenças preexistentes e aumentar a procura por atendimentos médicos e hospitalares.

Recomendações durante períodos de fumaça

O Ministério da Saúde orienta a população a acompanhar os boletins oficiais sobre queimadas e qualidade do ar e, sempre que possível, reduzir a exposição à fumaça. Em períodos de maior concentração de poluentes, a recomendação é manter portas e janelas fechadas e permanecer em ambientes protegidos.

Também é indicado evitar atividades físicas intensas ao ar livre quando a qualidade do ar estiver comprometida. Em situações de exposição inevitável, podem ser utilizadas máscaras dos tipos N95, PFF2 ou P100, desde que estejam corretamente ajustadas ao rosto.

A população também deve manter a hidratação e redobrar os cuidados com crianças menores de cinco anos, idosos acima de 60 anos e gestantes. Pessoas com doenças respiratórias, cardíacas ou imunológicas devem procurar atendimento médico caso apresentem piora dos sintomas.

O Ministério da Saúde ainda recomenda evitar queimadas, fogueiras e o descarte de cigarros ou fósforos acesos em áreas de vegetação. Em locais atingidos pela fumaça e por cinzas, a limpeza deve ser feita preferencialmente com panos úmidos, para evitar a dispersão de partículas finas no ambiente.

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