Forças de segurança fazem operação em mata de Marabá para localizar adolescente desaparecido desde dezembro

A ação foi coordenada pela Superintendência da 10ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP) e pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca)

Uma força-tarefa das instituições de segurança pública do Pará realizou, na quarta-feira (1º), uma ampla operação de buscas em uma área de mata fechada no Residencial Tocantins, no Núcleo São Félix, em Marabá, na tentativa de localizar o corpo de um adolescente de 17 anos desaparecido desde o fim de dezembro de 2025.

A mobilização começou por volta das 8h e seguiu até as 16h, de forma ininterrupta, em um terreno de difícil acesso e com extensa vegetação. Diante das condições do local, as equipes recorreram ao apoio de cães farejadores especializados, que atuaram a partir de vestimentas do adolescente, utilizadas como referência olfativa para direcionar as buscas.

O desaparecimento do jovem foi registrado oficialmente em 30 de dezembro do ano passado. Desde então, o caso passou a ser tratado com prioridade pelas autoridades, especialmente após o surgimento de elementos investigativos que apontam a possibilidade de homicídio seguido de ocultação de cadáver.

Segundo as apurações, a área vasculhada seria um ponto frequentemente associado ao consumo de entorpecentes, circunstância que reforçou a linha investigativa adotada pelas equipes envolvidas na operação.

Durante a varredura na mata, os agentes encontraram locais com indícios compatíveis com possíveis covas rasas, o que levou à realização de escavações minuciosas em diferentes trechos do terreno. Apesar da expectativa, nenhum corpo ou vestígio humano foi encontrado nesta fase da operação.

Mesmo sem resultado positivo, as forças de segurança destacaram que a investigação permanece em andamento e que novas diligências devem ser realizadas até que o desaparecimento seja completamente esclarecido.

A ação foi coordenada pela Superintendência da 10ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP) e pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), com apoio da 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil, Delegacia de Homicídios, UISP São Félix, Polícia Científica do Pará, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar, por meio do Batalhão de Missões Especiais e equipes do Canil. (Portal Debate)

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