Um dos três detidos após a intervenção policial registrada na manhã desta sexta-feira (16), no núcleo Marabá Pioneira, em Marabá, afirmou em uma entrevista a site local que estava apenas “passeando” com o grupo que acabou morto durante troca de tiros com a Polícia Militar. A ocorrência aconteceu em área residencial depois de denúncias de moradores sobre movimentação considerada suspeita em uma residência.
O preso, identificado como Gabriel Santos da Silva, natural de Pacajá, declarou que havia seis pessoas no imóvel e que todos estariam apenas dentro da casa, fazendo comida e assistindo televisão, sem planejamento de ataque ou qualquer outra ação criminosa.
Gabriel também disse que é inocente das acusações atribuídas ao grupo e negou que os celulares e as armas encontrados na ocorrência sejam do suposto grupo criminoso. Ele sustentou que não participou de qualquer confronto e que não teria ligação com o material que teria sido localizado após a ação.
Ainda segundo o preso, ele também é inocente da suspeita de participação em um sequestro em Pacajá. Gabriel afirmou que não cometeu o crime investigado e que não tem relação com o caso, apesar de ter conhecimento da investigação.
Apesar de negar envolvimento nos crimes investigados, Gabriel admitiu ser integrante da facção Comando Classe A (CCA), que, segundo ele, tem atuação ligada ao município de Altamira. Ele afirmou, no entanto, que essa condição não significaria participação em delitos associados à ocorrência em Marabá.
Conforme informações iniciais apuradas no dia do caso, a suspeita é de que o grupo teria vindo de Altamira para Marabá com intenção de atacar integrantes de uma organização criminosa rival. A Polícia Militar foi acionada após denúncias e, ao chegar ao endereço indicado, houve confronto armado, com três suspeitos baleados, que morreram após serem socorridos.
Em relato atribuído a policial militar, a PM informou que montou entrada no imóvel com parte do efetivo pela frente e outra parte pelos fundos, e que o primeiro disparo teria partido de dentro da residência. A corporação relatou ainda a localização de uma espingarda calibre 12 e duas pistolas, incluindo uma 9 mm e uma .380. O caso segue sob apuração para esclarecer as circunstâncias do confronto, a origem do armamento e a participação dos envolvidos. (Portal Debate)


