Vereadora Vanda Américo é acusada por suposto esquema de ‘rachadinha’ em Marabá

A informação consta em boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Civil do município, ao qual o Portal Debate teve acesso neste domingo (4), por meio de fonte policial.
Vereadora Vanda Américo (UNIÃO) - Foto: Reprodução

MARABÁ (PA) — A vereadora Vanda Régia Américo Gomes (União), de 67 anos, foi denunciada por suposto envolvimento em um esquema de “rachadinha” — prática ilegal de devolução de parte do salário por assessores parlamentares. A informação consta em boletim de ocorrência registrado pela própria parlamentar na Delegacia Virtual de Polícia Civil, ao qual o Portal Debate teve acesso neste domingo (4), por meio de fonte policial.

De acordo com o documento, a parlamentar procurou a polícia na última quinta-feira (1º/4) para relatar o que classificou como crime de calúnia cometido por seu ex-assessor parlamentar, Yago Rocha Cavalcante. Conforme a denúncia feita por Vanda, Yago passou a divulgar, em grupos de WhatsApp, áudios e mensagens nas quais afirma que era obrigado a devolver parte de seu salário enquanto ocupava o cargo de assessor no gabinete da vereadora, do qual foi exonerado em agosto de 2021.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, Vanda nega todas as acusações, que classifica como falsas e sem qualquer respaldo documental, alegando que as declarações têm o objetivo de atingir sua imagem pública e pessoal. A vereadora afirma que tomou providências legais e solicitou apuração do caso pela Polícia Civil.

A reportagem tentou contato com Vanda Américo e com Yago Rocha Cavalcante na manhã deste domingo (4), mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras de ambos os citados.

Boletim de ocorrência registrado por Vanda Américo – Foto: Portal Debate

Esta não é a primeira vez que o nome da vereadora aparece envolvido em denúncias criminais. Em janeiro de 2022, o Portal Debate noticiou que Vanda foi acusada de ser suposta mandante de uma tentativa de homicídio registrada em 12 de dezembro de 2021, no município de Parauapebas, sudeste do Pará. A vereadora foi inocentada desta acusação.

Na ocasião, o geólogo Daniel Silvestre Rodrigues, ex-funcionário da Fundação Casa da Cultura, afirmou ao Ministério Público ter sido vítima de um atentado político, supostamente articulado pela parlamentar. Vanda negou as acusações, alegando que o ex-servidor apresentava comportamento agressivo e sinais de instabilidade emocional, e que ela própria havia registrado boletim de ocorrência por ameaças feitas por ele. (Portal Debate)

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