DA REDAÇÃO EM MARABÁ (PA) — Denúncia que chegou ao Ministério Público Estadual acusa a vereadora licenciada e presidente da Fundação Casa da Cultura de Marabá, Vanda Régia Américo Gomes, 63 anos, de ser a mandante de uma tentativa de homicídio no município de Parauapebas, no sudeste do Pará. Em nota, a vereadora nega a situação em que foi envolvida e revela que o denunciante é ex-funcionário da fundação e tem histórico de violência contra colegas de trabalho.
De acordo com despacho do MP, assinado pelo promotor de Justiça Danyllo Pompeu Colares, respondendo pela 2ª Promotoria Criminal de Parauapebas, um homem denunciou ter sido vítima de um atentado político no último dia 12 de dezembro, na calçada da Escola Irmã Dulce, localizada no Bairro da Paz, em Parauapebas.
Segundo a denúncia enviada ao órgão ministerial, Daniel Silvestre Rodrigues (o denunciante) alega que os supostos matadores estavam em uma caminhonete de cor preta, sem identificação, e o acuaram no momento em que ele atravessava a rua.
Daniel afirma que o crime teria sido ordenado pela vereadora licenciada Vanda Américo, de Marabá, que meses antes, teria ameaçado o homem de morte. Diante das informações que recebeu, a Promotoria Criminal oficiou a polícia e solicitou informações sobre a instauração de procedimento para apurar o provável crime de ameaça relatado na denúncia.
Procurada pela Reportagem do Portal Debate Carajás, Vanda Américo informou que Daniel é um ex-funcionário da Fundação Casa da Cultura de Marabá e que o mesmo já teria investido contra outros servidores da instituição, em oportunidades anteriores.
A vereadora licenciada também expôs que Daniel sofre de questões psicológicas e que vem ameaçando ela e outros servidores da fundação há meses. Vanda enviou uma nota de esclarecimento, produzida pelos seus advogados, sobre o caso. Leia a seguir, na íntegra:
“Diante de denúncias descabidas realizadas por Daniel Silvestre Rodrigues, ex-servidor da Fundação Casa da Cultura de Marabá, a vários servidores da referida entidade, a presidente Vanda Régia Américo Gomes, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
1) Daniel Silvestre Rodrigues foi contratado em três ocasiões distintas junto à Fundação Casa da Cultura de Marabá para o cargo de geólogo, entre os anos de 2018 e 2021. Em todas elas, foi exonerado a pedido do próprio, sem nenhum problema de relacionamento ou falta de capacidade técnica;
2) Mas logo após sua mais recente saída, Daniel Silvestre passou a enviar algumas mensagens ameaçadoras, via e-mail e WhatsApp, a vários contatos alegando estar sofrendo perseguição e demonstrando, ao mesmo tempo, algum tipo de transtorno mental;
3) Por causa das ameaças, o assessor jurídico Wálisson Xavier, a coordenadora do setor de Etnologia, Mirtes Emília, entre outros servidores e a própria presidente Vanda Américo tiveram de registrar Boletim de Ocorrência solicitando medidas protetivas em função das mensagens enviadas por Daniel Silvestre;
4) Eu mesmo prestei Queixa Crime por calúnia e difamação, anexando prints de conversas, e-mails e todo tipo de evidência que demonstra a não prática do citado crime de tentativa de homicídio que ele alega que recebeu de minha pessoa. Também fiz juntada de documentos e provas ao Ministério Público Estadual de Parauapebas, onde ele fez denúncia contra mim;
5) Nas mensagens endereçadas às pessoas acima citadas, ora Daniel ameaça, ora pede desculpas e demonstra confusão mental que teria iniciado antes mesmo da separação da esposa. O certo é que seu estado de saúde carece de cuidados urgentemente, o que a família dele ainda não providenciou, sob o argumento de que o geólogo se nega a submeter-se a tratamento especializado;
6) Nos e-mails e mensagens enviados aos servidores desta Fundação, ele também ameaça juiz e defensor público que atuaram em casos relacionados a seu nome;
7) Aliás, a ex-esposa ingressou com pedido de medida protetiva contra Daniel Silvestre na Justiça de São Paulo, também devido a ameaças que vinha sofrendo dele após a separação; e
8) Reafirmo que no período em que Daniel Silvestre prestou serviço para a Fundação Casa da Cultura de Marabá, só participei de reunião com ele acompanhado de coordenador do departamento em que trabalhava. Enquanto presidente da instituição, sempre mantive com Daniel o respeito dispensado a todo servidor.”
(Portal Debate Carajás)


