Diógenes Samaritano será julgado nesta terça-feira pela morte de Dayse Dyana

O Julgamento está marcado para iniciar às 8h, no Fórum Criminal, no Bairro Cidade Velha, em Belém, para onde o caso foi desaforado, contrariando o desejo da família, que queria que o julgamento fosse em Parauapebas, onde o crime bárbaro ocorreu, em março de 2019

O agente do Detran, Diógenes dos Santos Samaritano, será julgado nesta terça-feira (20/2) pela morte da mulher dele, Dayse Dyana Sousa e Silva, que tinha 35 anos na época do crime. Diógenes já foi condenado por outro crime, em 2021.

O Julgamento está marcado para iniciar às 8h, no Fórum Criminal, no Bairro Cidade Velha, e será presidido pelo juiz Cláudio Hernandes Silva Lima, da 4ª Vara do Tribunal de Júri de Belém. O julgamento deve ser transmitido pelo site TJPA.

O desaforamento para Belém do caso deixou amigos e familiares de Dayse indignados, pois queriam que ele fosse julgado em Parauapebas, onde cometeu o crime bárbaro. É que na capital, os jurados, no total de sete, serão todos de lá e podem ter outra visão sobre o crime, que chocou e causou grande repercussão em Parauapebas e Marabá, onde o casal morava, assim como seus familiares.

“O desaforamento deixa mais uma vez a população de Parauapebas sem julgar os crimes ocorridos na cidade”, desabava um parente de Dayse.

Samaritano foi sentenciado no dia 22 de novembro de 2021 por apreender ilegalmente CNH’s e documentos de veículos com alguma pendência com o Detran e devolução, somente por meio de pagamento de propina. A farta documentação que levou ele a condenação foi apreendida na casa dele durante as investigações sobre a morte de Dayse.

Ele está recorrendo da sentença. Por conta disso, ele ainda não foi exonerado do cargo no Detran.

Documentos encontrados na casa de Diógenes, que o levaram a primeira a condenação

Dayse foi morta na manhã do dia 31 de março de 2019 na casa onde morava com o acusado no Bairro Parque dos Carajás. Conforme apurado pela perícia, ela foi foi brutalmente agredida pelo companheiro e, depois, quando estava desacordada, foi jogada da janela do segundo piso da residência, morrendo no local.

Dayse foi jogado pelo acusado pela janela da casa onde moravam, no Parque dos Carajás

Diógenes e sua defesa chegaram sustentar, de início, que a vítima se atirou da janela, mas as evidências encontradas pela perícia e também o histórico de violência de Diógenes apontaram para o crime de feminicídio. Após as evidências contra ele, o então agente do Detran foi preso e denunciado pelo Ministério Público pela morte de Dayse.

Diógenes tentou mais de uma vez habeas corpus para responder pelo crime em liberdade, mas teve os pedidos negados. (Portal Debate, com NNC)

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!