Alepa discute exploração de petróleo e gás natural na Margem Equatorial

No dia 31 de maio, foi anunciado que a capital paraense poderia virar base de operações da Petrobras em pesquisas de Perfuração Marítima no Bloco FZA-M-59

Para debater a Exploração de Petróleo e Gás na Margem Equatorial, a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) realiza uma audiência pública, na manhã desta sexta-feira (16) no auditório João Batista. A audiência é de autoria do deputado Gustavo Sefer.

No dia 31 de maio, foi anunciado que a capital paraense poderia virar base de operações da Petrobras em pesquisas de Perfuração Marítima no Bloco FZA-M-59, em águas profundas, do Norte do país.

A Petrobras solicitou ao Ibama a retomada da expedição da licença ambiental para a atividade de perfuração marítima na margem equatorial. Para uma melhor pesquisa, a empresa necessita de uma base com a infraestrutura necessária na região.

Um pedido realizado pelo Senador, Jader Barbalho (MDB), foi enviado ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, onde informa que a capital Belém teria a logística necessária para abrigar a base, como o acesso fluvial e marítimo, acesso ao aeroporto internacional, rodovias, hotéis e restaurantes.

Localizada próxima à Linha do Equador, a chamada Margem Equatorial é a mais nova fronteira exploratória brasileira em águas profundas e ultra profundas. Situada no litoral entre os estados do Amapá e Rio Grande do Norte.

O primeiro poço, que busca investigar o potencial desta nova fronteira, se localiza a mais de 160 km do ponto mais próximo da costa e a mais de 500 km da foz do Rio Amazonas. Além da distância na superfície, a perfuração do primeiro poço está prevista para ocorrer a cerca de 2.880m de profundidade de lâmina d’água.

Segundo a Petrobras, a Margem Equatorial detém importante potencial para exploração de petróleo, justificado por descobertas recentes, feitas por outras empresas, em regiões próximas a essa fronteira (nas regiões da Guiana, Guiana Francesa e Suriname). As atividades de petróleo e gás continuarão sendo essenciais, pelos próximos anos, para viabilizar uma transição energética justa, segura e sustentável, garantindo a demanda de energia do país. (Com Alepa e Roma News)

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