MARABÁ (PA) – A suspeita de encomendar a morte do joalheiro, identificado como Edilson Pereira Souza, no dia 13 de abril de 2021, Maria da Paz Silva Ferreira, de 71 anos, conhecida como “Da Paz”, foi solta, no início da tarde desta segunda-feira (13), por volta de 13h, em Marabá, no sudeste do Pará.
“Da Paz” estava presa no Centro de Recuperação Feminino de Marabá (CRFM). A juíza, Renata Guerreiro Milhomem de Souza, titular da 1ª Vara Criminal de Marabá, revogou a prisão da investigada e impôs algumas medidas cautelares. A idosa não pode frequentar bares, casas de jogos e festas. Ela também não pode se ausentar de Marabá por mais de 30 dias nem viajar para o exterior.
Maria Ferreira é muito conhecida na Terra de Francisco Coelho. A septuagenária é viúva de Antônio Ferreira, o “Antônio Cabeludo”. Atuam na defesa de “Da Paz” os advogados Odilon Neto e Diego Freires. Os causídicos não quiseram entrar em detalhes, mas disseram que se trata de uma decisão justa e equilibrada, sobretudo em consonância com o Art. 1° da Constituição Federal (CF). “Nossa cliente estará inteiramente à disposição da justiça”, argumentaram os advogados.
O caso deve ser levado ao Tribunal do Júri. O joalheiro Edilson Souza foi assassinado por causa de uma dívida de R$ 1.900 mil. “Da Paz” foi presa no âmbito da “Operação Golden” junto com Ainotna Ferreira, Gabryella Ferreira Bogéa, Rafael Ferreira, Alanna Camilla, Bruno Glender (namorado de Gabryella Bogéa) e Matheus Mendes. Eles foram presos na manhã do dia 30 de setembro de 2021.

O crime
A vítima desapareceu no dia 13 de abril de 2021 e foi encontrada dois dias depois no Rio Itacaiunas, em Marabá. Ele havia sido visto pela última vez, em Parauapebas, no mesmo dia em que o seu carro foi encontrado no Km 8 da BR-230, na Estrada do Lixão.
Dentro do veículo foram encontradas as chaves, a carteira de motorista, documentos, 11 cheques que somavam R$ 564.140,60, além de uma faca e manchas de sangue. Pelo “andar da carruagem”, a autoria intelectual do crime caminha no rumo das costas de Ainotna Ferreira.
Na época do crime, a vítima residia em Parauapebas, porém o caso causou grande repercussão nas regiões sul e sudeste do Pará, principalmente em Marabá e Conceição do Araguaia, onde a família do rapaz reside.
Os suspeitos respondem aos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e subtração de pertences. Os advogados nãoquiseram entrarem detalhes sobre a defesa do restante dos acusados. (Portal Debate)



