PF deflagra operação contra apropriação de dinheiro do auxílio emergencial no Pará

Investigação aponta uso de recursos para compra de veículos e imóveis de alto padrão através de parentes de dona de agência lotérica em Ananindeua
PF cumpre mandados de busca e apreensão na região de Belém e Natal — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal do Pará deflagrou na manhã desta quarta-feira (20) a segunda fase da Operação Thesaurus para combater apropriação indevida de dinheiro do auxílio emergencial e também lavagem de capitais.

Segundo a investigação, a suspeita é de apropriação de R$ 19,1 milhões, recursos suficientes para pagar 30 mil cotas do auxílio emergencial, “perfazendo assim a maior fraude envolvendo o benefício já registrada no país”, informou a PF.

São cumpridos três mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão na região metropolitana de Belém e em Natal (RN).

A Justiça do Pará também determinou o bloqueio de até R$ 16.682.543,10 dos investigados e sequestro de 23 imóveis.

Os recursos de R$ 19,1 milhões solicitados por uma agência lotérica em Ananindeua em 2020 para pagamentos de auxílio emergencial teriam sido lavados em Belém, Natal e São Paulo “através de agiotagem, abertura de empresas, compra de veículos e imóveis de alto padrão”.

As compras eram feitas em nome de parentes da investigada, dona da lotérica em Ananindeua. Ela presa preventivamente em setembro do ano passado na primeira fase da operação e três carros
“de elevado valor” foram apreendidos.

No final do ano passado, dois irmãos da investigada devolveram R$ 2.200.000,00 (dois milhões de duzentos mil reais), metade desse valor em espécie e a outra metade mediante transferência bancária.

Na presente data, 56 policiais federais cumprem, na região metropolitana de Belém e na cidade Natal/RN, 17 mandados de busca e apreensão e 03 mandados de prisão temporária, expedidos pela 4ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária no Estado do Pará.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 16.682.543,10 (dezesseis milhões, seiscentos e oitenta e dois mil quinhentos e quarenta e três reais e dez centavos), além do sequestro de 23 imóveis.

Entre apreensões, devolução de valores e bens sequestrados, estima-se que foram recuperados cerca de R$ 12.481.908,29 (doze milhões, quatrocentos e oitenta e um mil, novecentos e oito reais e vinte e nove centavos).

O nome da operação – tesouro em latim – faz alusão à expressiva quantia apropriada, suficiente para pagamento de mais de 30 mil cotas de auxílio emergencial, perfazendo assim a maior fraude envolvendo o benefício já registrada no país.

Os fatos investigados amoldam-se aos tipos penais descritos nos artigos 312 (peculato) e 288 (associação criminosa), ambos do Código Penal, bem como no artigo 1º da Lei nº 9.613/98 (lavagem de capital).

Foi adotada logística especial de prevenção do contágio por Covid-19, a fim de preservar a saúde dos investigados, testemunhas e policiais envolvidos na operação.

No final do ano passado, dois irmãos da investigada devolveram R$ 2.200.000,00 (dois milhões de duzentos mil reais), metade desse valor em espécie e a outra metade mediante transferência bancária.

Entre apreensões, devolução de valores e bens sequestrados, estima-se que foram recuperados cerca de R$ 12.481.908,29 (doze milhões, quatrocentos e oitenta e um mil, novecentos e oito reais e vinte e nove centavos).

Os fatos investigados amoldam-se aos tipos penais descritos nos artigos 312 (peculato) e 288 (associação criminosa), ambos do Código Penal, bem como no artigo 1º da Lei nº 9.613/98 (lavagem de capital). (Com G1 Pará e Polícia Federal)

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