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Vírus da covid-19 ‘ronda’ abrigos de atingidos pela cheia em Marabá

Crédito: Reprodução
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Em Marabá, no sudeste do Pará, já são mais de 400 famílias atingidas pela cheia dos rios Tocantins e Itacaiúnas. Diante da situação, o município decretou estado de emergência por três meses. No entanto, há riscos de contaminação de covid-19 nos locais.

Na entrada do bairro Marabá Pioneira, a prefeitura construiu um abrigo, onde atualmente vivem 70 famílias que estão desabrigadas. No centro do Núcleo Nova Marabá, mais de 30 famílias ocupam o prédio.

O local ainda está sem divisórias e improvisado pelos próprios moradores com lençóis e móveis. Adultos e crianças compartilham o mesmo ambiente e a maioria sem usar máscara, o que representa um risco alto de contaminação pela Covid-19.

Nesta segunda-feira (8), uma mulher de 30 anos que estava em outro abrigo, localizado no Núcleo Cidade Nova, com sintomas gripais e febre alta, passou mal e foi socorrida por uma por uma equipe de emergência do Corpo de Bombeiros.

“Estive lá e procurei saber, mas eles que quiseram ficar sem divisórias, mas nós vamos fazer alguns para atender essa demanda. A gente está trabalhando com a situação da Covid-19, a Secretaria de Saúde já foi acionada para fazer visita nos abrigos”, diz Jairo Milhomen, coordenador da Defesa Civil.

Segundo a Defesa Civil de Marabá, já são sete abrigos em três núcleos urbanos da cidade: 195 famílias estão nesses locais cedidos pela Prefeitura e 219 desalojadas, que foram pra casa de familiares.

Estado de emergência

Com o estado de emergência, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem com ações de enfrentamento e suporte às mais de 400 famílias atingidas na cidade, que também são acompanhadas pela Defesa Civil Estadual.

O Exército e a Secretaria de Assistência Social entregaram cestas básicas em dois abrigos da cidade. A ação que deve continuar pelos próximos dias. O nível dos rios Tocantins e Itacaiúnas continua acima dos dez metros, mas houve uma baixa nesta segunda-feira (8).

“O nível baixou 66 centímetros, mas a gente orienta pra que elas ainda não voltem pra casa”, destaca Jairo Milhomen, coordenador da Defesa Civil.

Fonte: G1 – Pará

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