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Vigilância Sanitária mantém venda e consumo de peixes e mariscos em Marabá

Divisa afirmou que não existem motivos para suspensão da comercialização e consumo de pescados e mariscos devido a “Doença de Haff”, sob pena de se prejudicar a cadeia produtiva da Região dos Carajás
Tambaqui - Crédito: Reprodução
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Os casos da “Doença de Haff”, conhecida popularmente como “doença da urina preta”, sob investigação nas cidades de Santarém, Juruti, Trairão e Vitória do Xingu, na região oeste do Pará, e o caso suspeito na cidade de de Igarapé-Miri, no Baixo Tocantins, levaram a Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa) a emitir uma nota técnica com orientações para os comerciantes e consumidores de peixes e crustáceos em Marabá, no sudeste do Pará.

O documento sanitário foi divulgado, na tarde desta terça-feira (14), afirmando não existirem motivos suficientes que justificassem a proibição da comercialização e consumo de pescados e mariscos em Marabá. Uma medida proibitiva poderia causar sérios prejuízos ao sistema produtivo da Região do Carajás.

De acordo com a nota da Divisa, não foi identificado nenhum caso de pescado contaminado oriundo da piscicultura de cativeiro. “Os peixes que apresentaram essa toxina se encontravam em ambiente natural, onde não é possível realizar o monitoramento, diferente do peixe de cultivo”, afirma um trecho da nota, publicada pela Prefeitura de Marabá.

A “Doença de Haff” é causada por uma toxina que pode ser encontrada em peixes como a Pirapitinga, Pacu, Tambaqui, Arabaiana, Badejo e os crustáceos lagosta, lagostim e camarão. Já o tradicional Tucunaré também estaria na lista de peixes investigados sob suspeita de ser um hospedeiro da toxina da “doença da urina preta”.

A Divisa orienta que se alguma pessoa apresentar os sintomas da doença, como o escurecimento da urina, a vítima deverá procurar o serviço médico para avaliação dos sintomas e realização de exames que ajudem a confirmar o possível diagnóstico da “Doença de Haff”.

A Vigilância Sanitária alerta que toxina não altera o sabor dos peixes e crustáceos, não muda a cor do pescado nem é destruída pelo processo normal de cozedura e fritura. “Como gato escaldado tem medo de água fria”, muita gente suspendeu o consumo de peixes, mas a Divisa argumentou que não existem razões suficientes para a suspensão do consumo desses alimentos em Marabá. (Pedro Souza/Portal Debate Carajás) 

Crédito: Reprodução

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