VÍDEO: Sindicato acusa Helder Barbalho de perseguir e exonerar diretor de escola no Pará

Prof. Elielton Pinheiro Costa foi tirado da função, no dia no dia 6 de maio de 2022, em Ananindeua, devido a um protesto dos estudantes contra o governador Helder Barbalho (MDB).
Helder Barbalho - Reprodução

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) acusa o governador Helder Barbalho (MDB) de perseguir e exonerar da função de diretor da Escola Maria Araújo de Figueiredo, o Prof. Elielton Pinheiro Costa, localizada na cidade de Ananindeua, no dia 6 de maio de 2022, na Grande Belém, por causa de um protesto realizado pelos estudantes.

De acordo com o Prof. Beto Andrade, coordenador geral do Sintepp, a perseguição teve início depois que Helder Barbalho visitou a unidade de ensino para anunciar uma reforma e se deparou com um protesto de estudantes devido a péssima qualidade da merenda escolar servida nas escolas públicas do Pará sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

O chefão da política do Pará não teria gostado da manifestação dos alunos e ordenou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e tirou o Prof. Elielton Costa, eleito pela comunidade escolar, da função de gestor da Escola Maria Araújo de Figueiredo. “De quebra”, o “barbalhinho” também exonerou o diretor da Unidades Seduc na Escola (Use 15), Prof. Marcelo dos Santos Gonçalves, porque ele não teria conseguido evitar o protesto. As duas exonerações constam do Diário Oficial do Pará.

Segundo Beto Andrade, a luta pela reforma da escola Maria de Araújo Figueiredo, localizada no Bairro Cidade Nova, vem de longe. Durante o anúncio da reforma, o governador Helder recebeu críticas dos estudantes, que protestaram na cerimônia por conta de só ser servido mingau na merenda, todos os dias, não teria gostado da ação estudantil e “pediu a cabeça” dos dois gestores.

De acordo com relatos locais, os alunos foram levados para um local reservado e foram pressionados para não se expressarem contra Helder, mas não teve jeito. Como punição pelo ocorrido, o diretor da escola, que é muito bem avaliado por seu trabalho, foi exonerado sem nenhuma explicação. O coordenador geral do Sintepp afirmou que essa prática absurda de autoritarismo não pode ser, e não será, tolerada pela comunidade da Escola Maria Figueiredo, nem pelo Sindicato.

“Não dá pra viver de propaganda o tempo todo. O governador Helder precisa entender que, ao encarar a vida real, fora de suas redes sociais, ele vai se deparar com críticas, cobranças legítimas, mais do que justas, e que deveriam ser recebidas com o espírito de superar o problema, e não de submeter a escola a essa humilhação”, reclamou Beto Andrade.

Na noite desta quarta-feira (18), o Portal Debate enviou um pedido de explicação para a Assessoria de Comunicação da Seduc, mas não recebeu nenhuma resposta. Caso a Secretaria de Educação se pronuncie sobre a exoneração dos dois gestores, a nota será acrescida na matéria. O Sintepp deverá desencadear novas ações, nos próximos dias, contra o governador Helder Barbalho. “Dindinha já dizia: Meu filho, você vai ver coisa”. (Pedro Souza/Portal Debate)

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