Neste sábado (21), um grupo de 11 voluntários, entre homens e mulheres, passou o dia nas terras próximas à Vila Sororó, a cerca 45 km de Marabá, localizada às margens da BR-155, em busca da pequena Isabela Lima Mendes Amaral, 10 anos, desaparecida desde o dia 8 de maio de 2022, em Marabá, no sudeste do Pará.
A equipe de voluntários percorreu novamente toda a área onde a força-tarefa realizou as buscas, na quinta-feira (19), mas sem encontrar nenhum vestígio da criança. O grupo de abnegados estendeu as buscas até a chamada “Vila da Banana”, no km 50, vasculhou todos os igarapés e estadas vicinais existentes ao longo do perímetro.
Neste domingo (22), os trabalhos irão se concentrar na área da Fazenda Mutamba, localizada a cerca de 20 km de Marabá, onde, durante as primeiras buscas realizadas no sábado (14), foram encontrados um carrinho de mão e uma pá jogados no meio do mato. As despesas com alimentação e combustível estão sendo bancadas através de doações pelo Pix 94991041788 em nome de João Carlos Sousa da Silva.

O caso
O padrasto de Isabela Amaral, Eliezer Almeida Amaral, 30 anos, matou Gleiciane Lima Rabelo Amaral, a marretadas, no interior da casa do casal, localizada na Folha 16, em Marabá, no sudeste do Pará. O corpo da vítima foi localizado na quarta-feira (11), em avançado estado de decomposição.
De acordo com a Polícia Civil, cerca de duas horas depois que os restos mortais de Gleiciane Amaral foram localizados pelos colegas de trabalho do suspeito, Eliezer Amaral se jogou embaixo de uma carreta, na rotatória do km 6, na BR-230, onde morreu esmagado pelas rodas do pesado veículo. Na segunda-feira (9), ele tinha se hospedado em um hotel, mas a criança não foi vista.
Desde o dia 8 maio, Isabela Amaral desapareceu. Diversas buscas já foram realizadas, porém nem sinal da criança. O pai biológico da pequena vítima, Ademar Souza Mendes, que reside em Parauapebas, está acompanhando o grupo de voluntários durante buscas. Ele nutre a esperança de encontrar a filha com vida, embora ele saiba que as chances, a cada dia que passa, diminuem bastante. (Pedro Souza/Portal Debate)


