PARAUAPEBAS (PA) — A vereadora Érika Ribeiro (PSDB) adotou nesta semana um discurso de oposição ao criticar o pedido de suplementação orçamentária de 10%, equivalente a cerca de R$ 200 milhões, feito pela gestão do prefeito Aurélio Goiano (Avante). O que chama atenção, porém, é que no ano anterior, o então vereador Rafael Ribeiro, marido de Érika, aprovou uma suplementação de 15% durante o governo Darci Lermen (MDB), sem apresentar qualquer questionamento semelhante.
Na sessão, Érika afirmou estar preocupada com o uso dos recursos públicos e defendeu mais rigor na fiscalização do orçamento municipal. No entanto, o posicionamento gerou repercussão entre parlamentares e servidores, que consideraram a postura da vereadora incoerente em relação ao histórico recente de sua própria base política.
O atual governo, liderado por Aurélio Goiano, defende que o pedido de suplementação é uma medida técnica e necessária para garantir a continuidade de obras, investimentos e serviços essenciais em Parauapebas, como nas áreas de infraestrutura, saúde e educação. A equipe econômica do município também reforça que a solicitação está dentro dos limites legais e segue o planejamento orçamentário aprovado pela Câmara.
Em 2024, durante o governo de Darci Lermen, o projeto que concedeu 15% de suplementação foi aprovado sem resistência e considerado à época “importante para ajustes administrativos”. Agora, com um percentual menor, a reação da vereadora foi vista por analistas locais como um movimento político mais do que técnico.
A proposta atual ainda será avaliada pelas comissões permanentes do Legislativo antes de ser colocada em votação. (Portal Debate)


