Uma pancadaria marcou a quarta-feira (8) na sede da Câmara Municipal de Salinópolis, no nordeste do Pará. Um vereador e uma secretária municipal foram atacados a socos durante audiência para discutir um suposto desvio em recursos da educação. As informações são do G1 Pará.
Imagens mostram que a casa legislativa estava lotava. O ex-prefeito da cidade, Paulo Henrique da Silva Gomes (PSDB), invadiu o local e deu um soco no rosto do presidente da Câmara, Eron Carvalho (Republicanos).
Em outro vídeo, a secretária de Administração da Prefeitura de Salinópolis, Cynthia Sena, aparece gravando a confusão e tem o celular levado por um homem de camisa branca. Ela avança sobre ele para tentar recuperar o aparelho e, em seguida, é atacada por outra mulher. A secretária levou dois socos no rosto. Um homem de camisa verde consegue impedir a briga.
A secretaria registrou boletim de ocorrência na delegacia. As pessoas que se envolveram na briga com ela não tiveram as identidades divulgadas até a manhã desta quinta-feira (10).
As cenas ocorrem pela manhã, durante abertura de audiência pública. A sessão foi solicitada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública de Salinópolis.
O objetivo da audiência era pedir esclarecimentos sobre um suposto desvio de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que é destinado às escolas municipais e estaduais para investimentos na educação básica.
O prefeito da cidade, Kaká Sena (PL), publicou um vídeo nas redes sociais e fez críticas ao comportamento agressivo do ex-prefeito: “Ninguém ia te agredir. O interesse é saber do dinheiro, dos R$28 milhões, eram esclarecimentos apenas”.
O presidente da Casa também se manifestou sobre o assunto. “Acho que toda a população de Salinópolis foi agredida nesta manhã. Já estamos tomando as providências quanto à invasão, agressão na Câmara Municipal”, anunciou Eron Carvalho.
Já o ex-prefeito de Salinópolis, Paulo Henrique Gomes declarou que foi à Câmara responder às acusações feitas e que, no local, as agressões e insultos começaram porque havia determinação de quem entrava e saia do prédio.
Ainda segundo o ex-prefeito, o pai foi xingado e aconteceu o que foi registrado nas gravações. Ele finalizou dizendo que houve excesso dos dois e ambos devem responder pelas consequências.


