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‘Ver o sol nascer quadrado’: Violência doméstica leva 4 maridos para o ‘xilindró’ em Marabá

Crédito: Reprodução
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O isolamento social, fator determinante para evitar a disseminação e contágio da Covid-19, fez o número de casos de violência doméstica aumentaram no Brasil. Centenas de mulheres, em situação de violência, enfrentam mais um problema: a dificuldade em denunciar os agressores e covardes.

No entanto, em Marabá, no sudeste do Pará, 4 guerreiras procuraram a 21ª Seccional de Polícia Civil e registraram o boletim de ocorrências, pois já estavam cansadas de tantas ameaças e agressões físicas. Em seguida, os casos são encaminhados para a Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM) para prosseguimento do inquérito policial.

Os valentões, Edvan de Jesus Sátiro (bairro Cidade Nova); Luiz da Silva Costa Júnior (bairro Nova Marabá); Vergno Alves Farias Filho (bairro Independência) e Thiago Freitas Mulato (bairro Bom Planalto) viram o ‘sol nascer quadrado’ devido a atos de agressões contra suas respectivas esposas.

Diante desse problema, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) lançaram, este mês, a campanha ‘Sinal Vermelho para a Violência Doméstica’. A iniciativa busca ajudar mulheres em situação de violência a pedirem ajuda nas farmácias do país.

Nos meses de março e abril de 2020, o índice de feminicídio cresceu 22,2%, apontou o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Já as chamadas para o número 180 tiveram crescimento de 34% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço do Governo Federal. Em Marabá, o problema vem se agravando com o prolongamento do isolamento social.

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Disque 190 como canal de denúncias  

No Pará, motivada pelo aumento dos casos de violência doméstica e familiar no período da quarentena, a campanha “Sinal Vermelho”, tem adesão da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), por meio do canal 190. Nesta iniciativa, o órgão vai atuar de forma integrada com as Polícias Militar e Civil na rede de proteção à mulher vítima de companheiro agressor.

De com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), no Pará houve queda no número de boletins de ocorrência registrados durante a crise sanitária. A redução significa que menos 47,8% mulheres formalizaram queixas contra seus agressores. Esse pode um sinal de ocorrência de dificuldades para realizar o procedimento de denúncia.

Palma da mão

A campanha “Sinal vermelho” vai atender a vítima no momento em que ela conseguir sair de casa, e se dirigir à uma farmácia ou drogaria, previamente cadastrada na campanha, e pedir ajuda através do sinal de um “x vermelho”, feito com batom ou qualquer outro material acessível, desenhado na palma da mão ou em um papel, o que permitirá à vítima que se identifique ao atendente da farmácia cadastrada no projeto.

Esse atendente treinado acionará a polícia, de acordo com protocolo existente.

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