No dia 19/11/2018, o Site Debate Carajás anunciou,
em primeira mão, a liberdade de um menor de idade, envolvido na morte de Sandro
 Martins, conhecido como “Sandrinho”, grande ativista do Movimento
LGBTI, assassinado com vários golpes de faca, no dia 20/10/2017,
por
dois adolescentes, em sua residência, localizada na Rua Coronel Manoel Bandeira,
bairro Liberdade, em Marabá, sudeste do Pará. Além de matar Sandrinho, a dupla
roubou vários objetos pessoais e o carro da vítima.

Ao
contrário da soltura do primeiro assassino que ficou perambulando pelos
corredores do Ciam, a justiça “tomou todos os cuidados” para colocar em
liberdade, o agora maior de idade, conhecido como Guilherme Ballotelly, 18 anos, condenado por ter desferido os golpes
de faca na vítima. Fontes ligadas ao Centro de Internação de Adolescente
Masculino (Ciam) informaram que a direção, servidores e o próprio assassino não
sabiam da expedição do Alvará de soltura. “Ficamos
assustados com a chegada de um comboio para soltar apenas um interno”
,
afirmaram os funcionários.

Colocar
um assassino, em liberdade, na “calada da noite”, não é um procedimento normal, ainda
mais em uma madrugada de domingo para segunda-feira (24). O modus operandi parece-me estranho, pois
proteger um latrocida de possíveis represálias por parte de familiares de
Sandro Martins, algo jamais cogitado, segundo os parentes e amigos, não se pode
considerar como uma rotina de uma Casa de Internação para Menores Infratores.