Perícia conclui que barra de direção da van não tinha condições de uso

A perícia realizada até o momento revelou indícios de mau uso e estado de má conservação do veículo, incluindo reparos de soldagem que podem ter contribuído para o acidente
Foto: Reprodução

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – Após dois meses do trágico acidente de trânsito que abalou a cidade de Marabá e ganhou destaque na mídia nacional, as investigações conduzidas pela Polícia Civil ainda não foram concluídas. A perícia realizada até o momento revelou indícios de mau uso e estado de má conservação do veículo, incluindo reparos de soldagem que podem ter contribuído para o acidente.

Em busca de mais informações sobre o caso, a Reportagem do Portal Debate entrou em contato com o advogado Diego Adriano Freires, representante de algumas famílias afetadas pela tragédia. O advogado manifestou sua intenção de auxiliar as autoridades policiais para que os fatos sejam esclarecidos, ressaltando que o inquérito ainda não foi concluído.

Quanto à possibilidade de responsabilização da cooperativa pelos problemas identificados na barra de direção, o advogado explicou que aguarda a oitiva do presidente da cooperativa, a fim de obter esclarecimentos sobre o funcionamento da manutenção dos veículos utilizados pelos prestadores de serviços da cooperativa.

Além disso, os advogados Magdenberg Teixeira e Ortembeck Lacerda também estão acompanhando de perto o caso e demonstram confiança no trabalho investigativo da Polícia Civil do Estado do Pará. Devido ao procedimento estar sob segredo de justiça, eles não puderam se manifestar sobre as provas já produzidas.

Relembre o caso

O distrito de Morada Nova, na cidade de Marabá, foi palco da maior tragédia de trânsito da história local. No último dia 24 de maio, um acidente envolvendo uma carreta bitrem e um micro-ônibus resultou em 12 mortes e deixou 5 feridos. A tragédia comoveu a população local.

Na época, familiares das vítimas do acidente fatal ocorrido em Morada Nova realizaram uma coletiva de imprensa no escritório Teixeira e Freires Advogados, exigindo justiça. Muitas famílias não receberam nenhum contato das autoridades ou das empresas envolvidas no acidente.

O advogado Diego Adriano Freires informou que a carreta envolvida na fatalidade foi removida do local do acidente sem autorização policial, e a defesa recebeu informações de que o micro-ônibus já havia sido flagrado transitando de maneira irregular na PA-150 anteriormente.

Tatiara Oliveira da Silva de Souza, filha de uma das vítimas, procurou os advogados em busca de respostas por parte do poder público, uma vez que o cavalo da carreta foi removido para Goiânia.

Marcos Lopes, filho e irmão de duas vítimas, compartilhou o sofrimento que passou ao reconhecer os corpos de seus entes queridos no local do acidente, e fez um apelo por justiça. O escritório Teixeira e Freires Advogados está trabalhando em conjunto com a Polícia Civil para apurar todas as informações relacionadas ao acidente fatal e responsabilizar os envolvidos.

Agora, as famílias e a sociedade do sudeste do Pará aguardam o desfecho das investigações da Polícia Civil com relação a esse caso, que repercutiu nacionalmente devido ao número de fatalidades e à forma como ocorreu. (Portal Debate)

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