DA REDAÇÃO — Na tarde desta segunda-feira (5), por volta das 14h, um novo vazamento de amônia foi registrado no frigorífico da JBS, localizado em Marabá, sudeste do Pará. A operação da unidade foi afetada, e trabalhadores precisaram evacuar o local às pressas. Até o momento, não há informações confirmadas sobre possíveis casos de intoxicação. A reportagem está em busca de mais detalhes junto à assessoria da empresa.
O vazamento ocorreu logo após o frigorífico retomar suas atividades no domingo (4), após a instalação de um novo transformador. O equipamento anterior havia queimado na última quarta-feira (30), o que paralisou a produção. A rápida sequência de acontecimentos gerou preocupação, já que o sinistro de hoje é o quinto vazamento registrado na unidade nos últimos dois anos.
Entre junho de 2023 e março de 2025, o frigorífico da JBS em Marabá já havia registrado quatro vazamentos de amônia. Em 12 de junho de 2023, dois vazamentos simultâneos resultaram em 42 trabalhadores hospitalizados, sendo que um deles estava em estado grave. Em 22 de abril de 2024, outros 24 funcionários, incluindo uma gestante, também precisaram de atendimento médico após outro vazamento.
Além desses, no dia 26 de março deste ano, pelo menos seis funcionários desmaiaram devido à exposição ao gás. No entanto, a JBS não confirmou oficialmente os relatos sobre o sinistro. A empresa, em todas as ocasiões, afirmou que os protocolos de segurança foram seguidos e que os trabalhadores receberam o atendimento médico necessário.
O novo vazamento eleva para cinco o número de sinistros registrados na unidade da JBS em Marabá. Esse histórico de vazamentos contínuos tem gerado preocupações em relação às condições de segurança no local de trabalho, especialmente considerando os danos que a amônia pode causar à saúde humana. Providências do Ministério Público e dos órgãos ambientais de Marabá e do Pará não são conhecidas pela sociedade e pelos trabalhadores afetados.
Saiba mais
A amônia é um gás incolor e de odor forte, utilizado amplamente em frigoríficos para resfriamento e conservação de alimentos. Quando inalado em altas concentrações, pode causar irritação nos olhos, nas vias respiratórias e mucosas. Em exposições mais graves, pode provocar asfixia e danos pulmonares irreversíveis.
Considerando a natureza perigosa do gás, os riscos à saúde dos trabalhadores são elevados, especialmente em situações de vazamentos recorrentes como as que ocorreram na JBS. A exposição prolongada ou em grandes quantidades pode resultar em intoxicação severa e complicações respiratórias graves.
A reportagem do Portal Debate segue acompanhando o caso. A empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. (Portal Debate)


