MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Seguidores do deputado estadual Antônio Carlos Cunha Sá, o Toni Cunha (PSC), ex-vice-prefeito de Marabá e delegado licenciado de Polícia Federal, reagiram a uma publicação polêmica do parlamentar sobre o resultado do segundo turno das eleições presidenciais deste ano.
No texto, acompanhado da imagem de uma matéria da CNN Brasil com a manchete “Bolsonaro pede ao TSE anulação de votos em parte das urnas nas eleições de 2022”, Toni Cunha afirma que “a democracia exige apuração de tudo que, porventura, tenha elementos mínimos. Não podemos tirar conclusões precipitadas, muito menos rechaçar fatos tão sérios sem apuração rigorosa”.
Ainda segundo o deputado, os fatos apontados na representação de Bolsonaro e do Partido Liberal junto ao Tribunal Superior Eleitoral são ‘graves’.
“Se querem transparência, imediatamente é preciso que se instaure um inquérito policial federal, com acompanhamento do MPF, para elucidação do exposto. É isso que determina a lei”, finalizou Toni Cunha.

O post foi editado há 17 horas e conta com 94 reações na página do deputado no Facebook, sendo 78 curtidas, 12 risadas e quatro corações. Nos comentários, grande parte dos seguidores criticou o posicionamento de Toni Cunha, alguns até afirmando que não votarão mais no político.
Um dos seguidores perguntou quando o deputado entregará o cargo, “pois se houve fraude, ocorreu em todo o processo, não?”. Toni Cunha foi reeleito para um mandato de quatro anos na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) no último dia 2 de outubro, com 33.388 votos, um dos eleitos menos votados no pleito.
Outro seguidor comentou logo em seguida: “O deputado deveria começar dando exemplo, ou seja, não aceitando a diplomação e nem o mandato, uma vez que, pela ‘tese’ levantada, não se sabe se ele foi votado, de fato”.
Toni Cunha respondeu aos dois com uma mesma mensagem: “Obrigado pela sua participação. Abraço!”.
A polêmica em torno da publicação fez um terceiro seguidor postar um desabafo: “Deputado, crie vergonha na sua cara e vá trabalhar. Você é um péssimo perdedor. Fui seu eleitor, porém, sua insistência em não aceitar os resultados das urnas, essas mesmas urnas que o elegeram novamente, me fazem sentir vergonha da minha escolha. Se coloque no seu lugar como tal. As instituições mais sérias desse país fizeram testes e mais testes nessas urnas, e agora o partido do candidato perdedor vem com essa falcatrua”.
Diplomação dos eleitos
A cerimônia de diplomação dos candidatos eleitos no Pará aos cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual, nas eleições 2022, será no dia 21 de dezembro, uma quarta-feira, a partir das 17 horas, no Hangar Centro de Convenções, em Belém.
Nesta etapa, a Justiça Eleitoral confirma que o político cumpriu todas as formalidades previstas na legislação eleitoral e está apto a exercer o mandato, por isso ela é indispensável para que os candidatos eleitos possam tomar posse nos cargos que disputaram nas urnas.
No Pará, o governador Helder Barbalho (MDB) foi escolhido para a chefia do Executivo Estadual por mais quatro anos, enquanto Beto Faro (PT) foi eleito para o Senado, com mandato de oito anos, sucedendo Paulo Rocha (PT).
Além disso, dos 17 deputados federais escolhidos, 8 foram reeleitos. Na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), dos 41 deputados estaduais, 22 conseguiram se reeleger.
Já a data da diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin ainda ainda não foi definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por entregar o diploma aos eleitos para esses cargos. O TSE informou que a cerimônia ocorrerá até o dia 19 de dezembro. (Portal Debate, com informações do TRE-PA)


