MARABÁ (PA) — A crise no Hospital Municipal de Marabá (HMM), localizado no sudeste do Pará, levou o prefeito Toni Cunha (PL) a anunciar a intenção de decretar estado de calamidade pública. A medida foi divulgada após visita realizada pelo próprio prefeito à unidade e presenciar superlotação, onde pacientes têm sido atendidos em condições precárias, incluindo casos em que precisam permanecer no chão devido à insuficiência de leitos e macas.
Segundo Toni Cunha, a situação do HMM exige providências imediatas. “Não posso esperar processos burocráticos para salvar vidas”, declarou. O prefeito determinou que a Procuradoria Geral do Município avalie as condições jurídicas para a decretação de calamidade, visando a mobilizar recursos e ações emergenciais para resolver a crise. Ele também ressaltou a necessidade de apoio do Governo do Estado do Pará, cobrando o aumento de leitos no Hospital Regional e a construção de um Pronto Socorro Regional.
A precariedade do HMM, no entanto, não é novidade para os moradores de Marabá. Há anos, a unidade enfrenta problemas estruturais e de atendimento, amplificados pela alta demanda da população local e de municípios vizinhos. Denúncias frequentes incluem demora no atendimento, falta de médicos e a superlotação do hospital.

A atual gestão municipal tem buscado priorizar a saúde pública, mas reconhece os desafios históricos enfrentados pela cidade. Em discursos recentes, Toni Cunha enfatizou a urgência de investimentos no setor, destacando a necessidade de melhorar o atendimento à população e garantir condições dignas nos serviços de saúde.
Na manhã desta terça-feira (14), Toni Cunha voltou a utilizar as redes sociais para expor a situação do Hospital Municipal. Desta vez, o gestor compartilhou imagens que mostram a precariedade das instalações da unidade, com pacientes deitados nos corredores. O prefeito destacou que a realidade vivida no HMM não é aceitável e que a situação precisa ser mostrada para todo o estado e o país para que sejam tomadas providências urgentes.
Além de avaliar o decreto de calamidade, o prefeito enfatizou a necessidade de apoio do Governo do Estado. Em sua publicação, Toni pediu o aumento da oferta de leitos no hospital regional do Pará e a construção de um Pronto Socorro Regional para atender pacientes de outras cidades. O prefeito ressaltou que, embora o Governo do Estado já tenha colaborado em outras obras, é fundamental que se concentre no aumento da capacidade de atendimento hospitalar, um problema que tem causado sofrimento à população de Marabá e região. (Portal Debate)



