A morte do soldado da Polícia Militar do Pará, Edileno Américo Viana, de 36 anos, na tarde desta terça-feira (20), em Cametá, está sendo investigada sob uma nova perspectiva. Ao contrário das notícias anteriores que sugeriam a ação de “piratas”, o jornalista Diógenes Brandão recebeu informações indicando que a versão divulgada até o momento pode não ser verdadeira.
De acordo com fontes que entraram em contato com o portal, a denúncia de que o policial foi morto por um tiro na nuca, proveniente da arma de outro policial, já foi comunicada ao Promotor de Justiça Militar, Armando Brasil. Um print da mensagem, enviado com exclusividade, confirma essa informação.
A nova versão dos eventos relata que os dois suspeitos, Erasmo Rodrigues Ribeiro e Reginaldo Santos Soares, acusados de serem “piratas”, cometeram um furto em um estabelecimento comercial próximo à orla de Cametá. Eles fugiram em uma embarcação conhecida como “rabeta”, pelo rio. O soldado Américo perseguiu os criminosos até o trapiche, onde acabou sendo atingido por um único tiro na nuca. Pelas imagens disponíveis, é possível ver que o policial estava de frente para o rio, onde os suspeitos estavam em fuga.
Segundo informações contidas em um áudio enviado ao portal, um policial que estava presente na ocorrência revela uma nova versão dos fatos. Ele afirma que há testemunhas que garantem que o soldado Américo caiu no chão após o tenente Castro efetuar um disparo em direção ao rio. A denúncia é complementada com a informação de que o tenente Castro costumava andar com a arma em punho e disparar indiscriminadamente, inclusive contra animais domésticos.
Uma grave alegação contida na denúncia recebida é a suposta atitude do comandante do 32º Batalhão da Polícia Militar, que teria proibido a tropa de apresentar a verdadeira versão dos fatos, que agora revelamos.
Outra fonte do portal informa que policiais civis confirmam que o tiro que matou o soldado atingiu sua nuca.
A redação do portal enviou uma mensagem à Promotoria de Justiça Militar do Ministério Público do Pará, a fim de confirmar o recebimento dessa denúncia e os procedimentos que serão adotados para investigar o caso.
Uma mulher supostamente envolvida com os acusados do furto foi presa, mas não se sabe se ela já foi interrogada nem o teor de suas declarações às autoridades policiais e judiciárias.
Os dois homens que fugiram pelo rio na “rabeta” foram alcançados e mortos por outros agentes da PM. Eles alegaram uma troca de tiros, que resultou na morte dos acusados e do policial militar.
A Polícia Militar do Pará lamentou a morte do policial em serviço e expressou solidariedade aos familiares e amigos do soldado. Diversos quartéis em todo o estado têm prestado homenagens ao Soldado Américo, como o 13º Batalhão da Polícia Militar de Tucuruí, que realizou uma cerimônia em sua memória na manhã desta quarta-feira (21). Américo era muito querido em Tucuruí e em Cametá, onde tinha muitos amigos e era reconhecido como um policial pacífico e exemplar. As investigações sobre o caso estão em andamento. (Portal Debate, com Portal Diógenes Brandão)


