Suspeito de facção criminosa morre após confronto com a PM no Palmares Sul, em Parauapebas

Operação do Grupamento de Prevenção Ativa do 23º BPM apreendeu armas, drogas e materiais ligados ao tráfico; homem morto tinha histórico criminal e seria membro do Comando Classe A.

Uma operação do Grupamento de Prevenção Ativa (GPA), unidade subordinada ao Comando de Policiamento Regional XIV (CPR XIV), resultou na apreensão de armas, drogas e diversos materiais relacionados ao tráfico de entorpecentes no Bairro Palmares Sul, em Parauapebas. Um dos suspeitos, identificado como Antônio Gabriel da Silva Mascena, foi baleado durante a intervenção e morreu na noite de quinta-feira (19).

A ação ocorreu no dia 13 de fevereiro, após denúncias de que envolvidos em um homicídio estariam escondidos na área. De acordo com o relatório policial, durante patrulhamento na Rua Tancredo Neves, os agentes avistaram um homem saindo de uma casa com a mão na cintura, revelando parte de uma arma. Ao perceber a aproximação da viatura, ele fugiu pelos fundos do imóvel.

Durante o acompanhamento, um policial se deparou com o suspeito portando um revólver calibre .38 e, segundo a ocorrência, ele teria apontado a arma em direção à equipe. Diante da ameaça, os militares reagiram e efetuaram disparos. Antônio Gabriel foi encontrado ferido a cerca de 100 metros do local e encaminhado ao Hospital Geral de Parauapebas, onde permaneceu internado até o óbito.

Na operação, foram apreendidos:

  • Uma pistola Taurus TS9, calibre 9mm, com dois carregadores e 19 munições;
  • Um revólver Taurus, calibre .38, municiado;
  • 35 papelotes de maconha (aproximadamente 78g);
  • Centenas de embalagens tipo zip-lock;
  • Quatro celulares;
  • Um notebook;
  • Dois rádios comunicadores.

Outro suspeito foi detido e levado à Delegacia de Polícia Civil de Parauapebas para os procedimentos legais cabíveis.

Antônio Gabriel já havia sido preso em 2025, no bairro Jardim Tropical, por tráfico de drogas, quando a polícia apreendeu mais de 600g de maconha, balanças de precisão e materiais para fracionamento. Segundo as investigações, ele seria integrante da facção Comando Classe A (CCA), com origem no sistema prisional do Pará e atuação em vários municípios do estado.

A Polícia Militar do Pará informou que mantém o reforço no patrulhamento em áreas estratégicas de Parauapebas, com base em análises criminais. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Pará.

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