MARABÁ (PA) — A cavalgada da Expoama terminou em confusão no Parque de Exposições de Marabá, na tarde de sábado (13/9), após um desentendimento envolvendo a Comitiva “Sem Cavalo” e o Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá. A confusão, que terminou com pessoas feridas, levou o Sindicato a proibir definitivamente qualquer evento de som automotivo no local.
Em nota de esclarecimento, o Sindicato Rural de Marabá, presidido por Ricardo Guimarães de Queiroz, afirmou que a entidade já havia proibido o uso de som automotivo dentro e em frente ao parque por conta de problemas registrados em anos anteriores como brigas e até disparos de arma de fogo após as cavalgadas da EXPOAMA. Apesar disso, neste ano, foi aberta uma exceção para a Comitiva “Sem Cavalo”, sob condições específicas: apenas um veículo de som e presença restrita a cerca de 30 pessoas.
Segundo o Sindicato, o acordo não foi cumprido. Foram identificados 13 carros de som automotivo no espaço, com volume elevado que chegou a interferir na programação oficial da cavalgada. Funcionários da entidade relataram que pediram várias vezes para que o som fosse reduzido, mas não foram atendidos.
A nota afirma ainda que Fabrício, um dos organizadores da comitiva, teria proferido ofensas contra a presidência do Sindicato e invadido a área interna da instituição, onde estavam familiares de diretores. Nesse momento, ele teria arremessado uma cadeira em direção a Ricardo, que acabou atingindo um membro de sua própria comitiva (Mateus), e não Ricardo, como divulgado em algumas versões. O Sindicato ressaltou que o presidente apenas “utilizou o pé para afastar o organizador”, negando qualquer agressão direta.

Diante do episódio, o Sindicato anunciou que, a partir de domingo (14/9), fica terminantemente proibida a realização de eventos de som automotivo no Parque de Exposições de Marabá. Além disso, informou que o setor jurídico da entidade está tomando providências contra a divulgação de informações que considera inverídicas.
Já a versão apresentada pela Comitiva “Sem Cavalo” diverge do comunicado do Sindicato. Mateus, que estava no local, e acabou sendo agredido na confusão, relatou que Fabrício se dirigiu à esposa de Ricardo, chegando a se ajoelhar para conversar, quando o presidente teria desferido um chute em seu peito. Segundo ele, Fabrício não reagiu no momento, mas a situação gerou tumulto, no qual também outras pessoas ficaram feridas.
Os representantes da comitiva afirmaram que cumpriram as exigências feitas pelo Sindicato e lamentaram que a festa tenha sido interrompida. Eles classificaram a situação como uma “palhaçada” e criticaram a agressão sofrida por Fabrício e por outro participante durante a confusão.
O Portal Debate, que apura o caso, procurou o organizador Fabrício e teve acesso à nota oficial encaminhada pela Comitiva “Sem Cavalo”. No documento, o grupo relembra que atua desde 2018 na cavalgada de Marabá, realizando atividades culturais como churrasco, música e apresentações de carros de som, prática comum em eventos similares no país. A comitiva afirma que havia recebido inicialmente um espaço gramado na entrada do Parque, mas que, uma semana antes do evento, a organização alterou unilateralmente o local para o Tatersal.
A nota também aponta que foram impostas restrições de horário e público consideradas desproporcionais, enquanto o bar oficial do Parque funcionava sem limitações. O grupo sustenta que sempre promoveu eventos em áreas afastadas de residências, sem causar incômodo à vizinhança.
Sobre a confusão, a comitiva relata que Fabrício teria se ajoelhado em sinal de respeito para dialogar com a direção, quando foi atingido por um chute no peito. Em reação instintiva, ele teria arremessado uma cadeira, o que resultou no tumulto. A entidade reforça que sua intenção nunca foi gerar conflitos, mas manter viva a tradição cultural da cavalgada.
O documento encerra afirmando que a mudança de postura da organização do Parque “traz tristeza” e leva a população a valorizar cada vez mais os eventos realizados em cidades vizinhas. (Portal Debate)
Matéria atualizada em 14/09/2025 às 17h


