Solto após pagar fiança, Miguelito admite conflito com a esposa

Vereador de Marabá foi preso em flagrante na madrugada desta quinta-feira (23) depois de ameaçar matar a esposa e cometer suicídio
Foto: Divulgação

Preso na madrugada desta quinta-feira (23) após apontar uma arma para a companheira e ameaçar atirar, o vereador Miguel Gomes Filho, o Miguelito (PDT), passou por audiência de custódia na Vara Criminal de Marabá e foi liberado mediante pagamento de fiança, cujo valor não foi divulgado. Por meio de nota, o parlamentar admitiu ter ficado alterado com a mulher ‘diante de constatações e evidências’, mas negou a prática de violência física.

Vice-presidente da Câmara Municipal e presidente da Comissão de Desenvolvimento Socioeconômico, Miguelito foi preso em flagrante depois de ameaçar matar a esposa e cometer suicídio. Um revólver calibre 38 e seis munições intactas foram recolhidos pela Polícia Militar na residência do casal.

Jaqueline, companheira de Miguelito, ligou para a polícia após o caso de violência doméstica. A ameaça de morte, segundo a mulher, se deu devido a desentendimentos conjugais que já vinham acontecendo, inclusive com violência psicológica.

Por ter formação superior, Miguelito ficou detido em sala especial na 21ª Seccional Urbana de Polícia até ser conduzido ao Fórum da Comarca. Na audiência, além da fiança, o vereador foi obrigado a cumprir várias restrições, entre elas, manter distância da vítima.

Vereador se manifesta

Em nota divulgada no fim da tarde de ontem, já livre, Miguelito negou a versão dos fatos informada pela Polícia Militar, mas confirmou o desentendimento com a esposa dentro de casa. O vereador também agradeceu por mensagens de apoio que diz ter recebido.

“Venho a público informar que durante a madrugada desta quinta-feira, dia 23/12, ocorreu em minha residência um desentendimento entre eu e minha esposa, no entanto, não houve da minha parte, em nenhum momento, qualquer tipo de agressão física, e também não coloquei a minha vida ou a da minha companheira em risco, conforme foi veiculado. Houve um desentendimento e admito ter ficado alterado diante de constatações e evidências.

Na condição de vereador desta cidade e de homem público que sou, gostaria de tornar pública a versão oficial dos fatos, e serenamente provar a verdade real dos fatos perante a Justiça mediante um processo com garantias constitucionais como o do contraditório e o da ampla defesa. Por fim, gostaria de explanar meus sinceros agradecimentos pelas centenas de ligações e mensagens de apoio neste momento, e que sempre confiei na imparcialidade do Poder Judiciário”. (Portal Debate Carajás)

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