Aparecida Rodrigues, de 62 anos, realizou um ato solidário ao doar um de seus rins para o genro Benício Brito, de 40 anos, no Hospital Ophir Loyola (HOL). A história, divulgada no domingo (16), marcou um feito inédito na unidade hospitalar.
O HOL já possui um histórico de histórias emocionantes envolvendo transplantes com doadores vivos desde 1999. No entanto, pela primeira vez, conforme o hospital, foi realizado um procedimento em que sogra e genro são os protagonistas.
A aposentada Aparecida, que é agricultora, viajou 600 km da Vila do Maracajá, localizada em Novo Repartimento, sudoeste do estado, até a capital paraense com o objetivo de realizar a doação de um rim para o genro. Benício, analista de Tecnologia da Informação, perdeu a função renal devido à glomerulonefrite, uma doença inflamatória que afeta uma região específica do rim conhecida como glomérulo.
A doação ocorreu em 28 de junho e contribuiu para a melhora da qualidade de vida de Benício. Aparecida ressaltou o vínculo afetivo já existente entre eles desde o casamento com a filha caçula Ana Rodrigues, de 37 anos.
Benício, por sua vez, não se surpreendeu com a oferta de Aparecida, pois a considera como uma segunda mãe. Embora outras pessoas, incluindo alguns amigos, tenham se prontificado a serem testadas como possíveis doadores, ele optou por alguém mais próximo.
Casado há 17 anos e pai de três filhos, Benício notou um cansaço rápido e procurou ajuda médica, que diagnosticou uma função renal comprometida. Ele passou a depender de diálise para se manter vivo e por três anos e sete meses precisou realizar sessões três vezes por semana, com duração de quatro horas cada. A doação do rim traz a esperança de retomar suas atividades com uma melhor qualidade de vida.
A história de Aparecida e Benício evidencia o amor e a gratidão presentes em um gesto tão significativo. O HOL continua sendo um importante centro transplantador, proporcionando a esperança de uma nova vida para muitos pacientes. ( Mateus Nino, com informações de g1 Pará)


