DA REDAÇÃO — Mesmo após decisão do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) que determinou a suspensão da greve, professores da rede municipal de Marabá, sudeste do Pará, continuam o movimento iniciado em 29 de abril. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) informou, em publicação nas redes sociais, que a paralisação só será avaliada em assembleia da categoria.
De acordo com o sindicato, não houve notificação oficial da decisão judicial. Uma mesa de negociação entre representantes do Sintepp e a Prefeitura está agendada para a próxima segunda-feira (5), na Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas (Sevop). Após a reunião, os professores se reunirão em assembleia para definir os próximos passos.
Sindicato pode ser multado
A suspensão da greve foi determinada em caráter liminar pelo desembargador Leonardo de Noronha Tavares. Na decisão, o magistrado destacou que a paralisação ocorreu durante tratativas ainda em andamento e que a continuidade pode comprometer o calendário escolar. Foi estipulada multa diária de R$ 3 mil, limitada a R$ 50 mil, em caso de descumprimento.
A pauta da categoria inclui recomposição salarial e reajustes no vale-alimentação. A administração municipal sinalizou que uma proposta sobre os pontos reivindicados será apresentada na reunião de segunda-feira.
Prefeito se manifesta nas redes sociais
Por meio de publicações em suas redes sociais, o prefeito Toni Cunha afirmou já ter concedido reajuste de 7% aos servidores de nível médio e ampliado o valor do auxílio-alimentação para R$ 650. O gestor informou ainda que reajustes nos plantões dos servidores da saúde foram concedidos após mais de uma década, de forma espontânea.
Em relação ao magistério, destacou que promoções verticais e horizontais foram aplicadas no início do ano, também de forma voluntária. Segundo o prefeito, parte da atuação do Sintepp teria caráter político, com suposta omissão de informações e orientação incorreta aos professores. Ele reforçou que os pontos dos profissionais em greve não serão restituídos e que não haverá anúncio de reajuste enquanto o movimento persistir.
Toni Cunha também afirmou que a decisão judicial que classificou a greve como ilegal será cumprida integralmente, e que o retorno integral às atividades é condição para qualquer avanço nas negociações com o sindicato. (Portal Debate)


