A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Profª Joyce Cordeiro Rebelo, afirmou, na manhã de hoje (13), que o setor jurídico da entidade sindical, analisa a possibilidade de ingressar com um pedido, no Ministério Público, solicitando a suspensão das ‘atividades de planejamento diário’ e ‘preenchimento de uma tabela’, contendo o resumo do planejamento executado pelos educadores.
Como justificativa para barrar o ‘home office’, o Sintepp deverá alegar falta de computador e internet, pois nem todos os docentes possuem notebook, nem receberam auxílio para comprá-lo, ausência de tempo para os professores cuidar e proteger a família, durante a crise do coronavírus, pois as tarefas diárias estariam fazendo os docentes trabalharem, na elaboração do planejamento, os turnos da manhã, tarde e noite, excedendo a carga horária.
Vários profissionais estariam contaminados pela Covid-19 ou enfrentando outras doenças como a depressão em decorrência do medo de testar positivo. Centenas de trabalhadores não estariam em Marabá, mas sim isolados na zona rural, para não se infectar pelo coronavírus, logo não estariam realizando as tarefas, devido a falta de contato.

O Sindicato também alega ‘abuso’ e ‘sobrecarga de trabalho’ por parte da Secretaria Municipal de Educação (Semed). “O trabalhador não pediu para ficar em casa. Essa situação foi provocado pelos decretos federal, estadual e municipal suspendendo as atividades durante a pandemia. O professor está produzindo atividades para não serem aplicadas, pois as aulas terão que ser presencial para se poder contá-las como dia letivo”, protestou Joyce Rebelo.
“Estamos tentando marcar uma reunião com a Semed para tratar desse problema, mas estamos analisando todo o contexto para entrar com uma ação no Ministério Público, solicitando a suspensão total ou parcial do ‘home office’ em Marabá”, afirmou a dirigente sindical. O ‘andar da carruagem’ indica que essa ‘queda de braço’ ‘ainda vai dar o que falar’.
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