Seguranças de empresa reagem à invasão de terras no Pará

Segundo relatos da empresa Brasil BioFuels (BBF), o confronto teve início após a invasão de terras e a destruição de maquinários pertencentes à companhia
Segundo a Brasil BioFuels (BBF), o conflito ocorreu após a invasão de terras e destruição de maquinários que pertencem à empresa. (Reprodução)

Um conflito ocorrido na área de exploração de dendê do município de Tomé-Açu, localizado no nordeste do Pará, resultou em pelo menos três indígenas feridos do povo Tembé nesta segunda-feira (7). Dois homens e uma mulher foram socorridos para um hospital, porém ainda não há informações sobre o estado de saúde dos pacientes.

Segundo relatos da empresa Brasil BioFuels (BBF), o confronto teve início após a invasão de terras e a destruição de maquinários pertencentes à companhia. A BBF alega que seguranças da empresa agiram para conter o que chamaram de “ação criminosa dos invasores” e para proteger a vida dos trabalhadores presentes no local.

A BBF divulgou um comunicado oficial descrevendo o incidente: “O Polo de Tomé-Açu, propriedade privada da empresa composto pela Agrovila, Administração Geral e Áreas de Infraestrutura, foi novamente invadido e teve equipamentos incendiados e edificações destruídas por invasores indígenas na manhã desta segunda-feira”. A empresa também destacou que tomou medidas jurídicas cabíveis e solicitou o apoio das autoridades de segurança pública para resolver o caso.

Por outro lado, os indígenas do povo Tembé afirmam que foram baleados pelos seguranças da empresa durante um protesto que realizavam para exigir rapidez nas investigações sobre o baleamento de outro membro da comunidade na última sexta-feira (4). Durante o confronto, veículos e maquinários foram incendiados, agravando a situação.

A Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) também emitiu um comunicado em resposta ao conflito, informando que reforçou a segurança na área e está tomando providências para esclarecer as circunstâncias do incidente. A Segup afirmou que a Polícia Civil e Militar estão realizando diligências para identificar os suspeitos e esclarecer os fatos.

Nas redes sociais, um indígena Tembé comentou sobre a situação, levantando questões sobre a sustentabilidade e a relação com a empresa: “Como falar em sustentabilidade se nós, guardiões da floresta, somos tratados como marginais em nossa própria casa? A BBF nos chama de invasores, mas como pode alguém invadir o que é seu?”. (Portal Debate, com O Liberal)

 

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