Segurança do Prediletto alega autodefesa em caso de agressão denunciado por cliente

Segundo Rafaela, Débora não queria pagar a conta de consumo no estabelecimento, estava alcoolizada e xingando a equipe de seguranças do bar Prediletto
Fotos registradas pela vítima mostram agressora após as agressões e dedos da vítima feridos e sangrando | Foto: Arquivo pessoal

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Uma mulher, identificada como Débora Firmino Queiroz, procurou a reportagem do Portal Debate para denunciar ter sido vítima de agressão nas dependências do bar Prediletto, situado na Avenida Marechal Deodoro, Orla do Rio Tocantins, em Marabá, no sudeste do Pará. A segurança feminina do estabelecimento, identificada como Bruna Samique dos Santos, no entanto, alega ter agido em autodefesa durante o episódio ocorrido na madrugada desta segunda-feira (17), por volta das 0h50.

Segundo Bruna, Débora não queria pagar a conta de consumo no estabelecimento, estava alcoolizada e xingando a equipe de seguranças do bar Prediletto. Bruna afirmou que Débora começou a tirar fotos dela e teria “avançado” sobre ela, momento em que, para se defender, Bruna também agrediu Débora. Bruna reconheceu a violência e quebrou o celular de Débora, mas alega que agiu em legítima defesa. “Não venha faltar com o respeito pra cima de mim, porque eu estou trabalhando”, teria dito Bruna para Débora.

Ao Portal Debate, a segurança relatou ainda que Débora já teria um histórico de não pagar contas de consumo em outros bares pela cidade, a exemplo do bar Californios, onde na sexta-feira (14) a jovem teria ido embora sem pagar a conta. A reportagem entrou em contato com Kadu Californiano, proprietário do estabelecimento, que negou a informação e afirmou que Débora nunca saiu do local sem pagar a conta. Bruna prometeu registrar um boletim de ocorrência contra Débora pelas acusações veiculadas nesta terça-feira (18), mas até a última atualização desta reportagem, não havia enviado o número de registro.

Débora, por sua vez, relata que foi ao bar Prediletto para se distrair e, ao pagar a conta, percebeu a presença de duas bebidas a mais em sua comanda. Ao questionar a cobrança das bebidas que não havia consumido, a situação escalou. Segundo Débora, ao fazer uma foto para enviar à mãe, Bruna iniciou a violência física, puxando seu cabelo e confiscando seu celular, colocando-o no bolso. Posteriormente, outro segurança devolveu o celular, ocasião em que Débora tirou uma foto de Bruna. Nesse momento, segundo Débora, Bruna começou a chutá-la e quebrou o celular de propósito, jogando-o no chão.

Débora (vítima) e Rafaela (agressora), da esquerda para a direita; crime está sendo investigado pela Polícia Civil | Foto: Reprodução

Populares presentes no local intervieram para separar as agressões. O caso foi formalmente registrado em boletim de ocorrência na 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Marabá. Débora tentou falar com o dono do bar, que, segundo ela, teria respondido “deixa o pau quebrar”. A vítima já está em contato com advogados e pretende mover uma ação de reparação por danos morais e materiais contra o estabelecimento. Débora não recebeu nenhum suporte do Prediletto após as agressões.

O Prediletto, posteriormente, tentou entrar em contato com Débora para reparar o celular que foi quebrado e prestar assistência, em troca de Débora retirar o boletim de ocorrência policial que foi registrado. Débora, no entanto, não aceitou a proposta, entendendo que o caso precisava ser divulgado para que outras pessoas não passassem pela mesma situação. Além disso, Débora pretende ajuizar a questão em busca de reparação do Prediletto.

A Polícia Civil informou que está investigando o caso e que ambas as partes serão convocadas a prestar esclarecimentos na delegacia. (Portal Debate)

Sangue na bolsa da vítima demonstra violência sofrida por Débora no Prediletto; celular da mulher foi destruído pela agressora

Matéria atualizada às 12h de 18 de junho de 2024

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